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Brasil

Militares brasileiros comandavam páginas de fake news sobre desmatamento na floresta amazônica, diz Facebook

O Comando do Exército afirmou não ter envolvimento com rede de desinformação sobre Amazônia. Em nota, o comando da Força diz que não fomenta desinformação nas redes sociais e fala em punição severa.

Preocupação pela proteção da flores foi o tema do encontro. (Foto:Reprodução/Internet)

Oficiais do Exército eram responsáveis por manter páginas de desinformação sobre a Amazônia e outras pautas ambientais nas redes sociais. Foi o que revelou hoje o Facebook por meio de um relatório trimestral sobre ameaças na plataforma. As informações são do UOL.

O Comando do Exército afirmou não ter envolvimento com rede de desinformação sobre Amazônia.Em nota, o comando da Força diz que não fomenta desinformação nas redes sociais e fala em punição severa.

Foram 14 contas falsas, com nove páginas e mais 39 contas do Instagram identificadas e derrubadas. Todas elas violavam a política contra comportamento inautêntico coordenado da rede.

Todas as informações coletadas foram compartilhadas ainda com a Graphika, empresa que monitora redes sociais e que apresentou um relatório independente, não apenas confirmando as informações, mas até acrescentando algumas delas.

Em um primeiro momento, em 2020, esse grupo de páginas postou memessobre questões sociais e políticas, incluindo pautas como reforma agrária e conteúdo sempre crítico ao residente Jair Bolsonaro (PL) e sua condução na pandemia da covid-19. Foram apenas 3 meses com esse teor de postagens e pouco engajamento foi gerado.

No segundo momento, o foco mudou: a partir do ano passado foram criadas páginas que se passavam por ONGs fictícias e ativistas focados em questões ambientais na região do Amazonas. No entanto, os posts elogiavam a conduta do governo federal, relativizavam o desmatamento na região e criticavam ONGs ambientais verdadeiras que se manifestassem sobre a situação do bioma brasileiro.

Para parecerem criadores de conteúdo orgânicos e verdadeiros, o grupo compartilhava conteúdo da mídia convencional e imagens de fotógrafos. Em uma das vezes, o Facebook identificou que foi usada uma foto de perfil gerada usando técnicas de inteligência artificial.

Quanto as ligações com o Exército, pelo menos quatro integrantes foram identificados em suas contas reais, nas quais apareciam fardados e há pelo menos 10 anos postavam sobre a rotina militar e recebiam congratulações por conquistas. O relatório do Facebook conseguiu detectar que estes militares ingressaram entre 2012 e 2014 na corporação.

O conteúdo de desinformação sobre a Amazônia contava, na somatória de todas as páginas, com 23.600 seguidores. O grupo ainda gastou US$ 34 com anúncios no Facebook e Instagram, pagos em real.

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