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Brasil

Média móvel de mortes por Covid-19 no Brasil cresce 47% em duas semanas

O Amazonas está entre os estados que apresentam crescimento das médias móveis de óbitos pelo novo coronavírus; País registrou, nas últimas 24 horas, mais 344 mortes e 17.585 casos da doença.

O Brasil apresentou, nesta segunda-feira (23), média móvel de mortes por Covid-19 de 496, um panorama de crescimento de 47% em relação a 14 dias atrás, quando era de 338. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Apresentados pelo consórcio de veículos de imprensa, os dados desta segunda registram 344 mortes pela Covid-19 e 17.585 casos da doença. Com isso, o País chegou a 169.524 óbitos e 6.086.923 de pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia.

Aos domingos e segundas-feiras, os números costumam ser menores, devido a atrasos de notificação nas secretarias de saúde.

Além dos dados diários do consórcio, a Folha também mostra a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 494, o que representa um cenário de aumento de mortes em relação à média de 14 dias atrás. Nas últimas semanas, o país variou entre situações de queda da média e estabilidade.

A média, porém, foi afetada por um recente apagão de dados de alguns estados. De toda forma, dados do País têm mostrado tendências de aumento de casos de Covid-19.

Os dados são fruto de colaboração inédita entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

Sudeste, Centro-Oeste e Norte apresentam crescimento na média móvel de mortes em relação a 14 dias atrás. Sul e Nordeste estão em situação de estabilidade.

Amapá, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e São Paulo apresentam crescimento das médias móveis.

Bahia, Distrito Federal, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco Piauí, Rio Grande do Norte e Rondônia estão em estabilidade na média de mortes. Os demais estados apresentam queda.

O Brasil tem uma taxa de 80,9 mortos por 100 mil habitantes. Os Estados Unidos, que têm o maior número absoluto de mortos (257.514), e o Reino Unido (55.327), ambos à frente do Brasil na pandemia (ou seja, começaram a sofrer com o problema antes), têm 78,8 e 83,2 mortos para cada 100 mil habitantes, respectivamente.

O Brasil havia ultrapassado a taxa da Itália de mortes por 100 mil habitantes (83,5), país com 50.453 óbitos pela doença. Contudo, com a segunda onda que assola a Europa, a Itália voltou a ultrapassar o Brasil.

O México, que ultrapassou o Reino Unido em número de mortos e já contabiliza 101.676 óbitos, tem 80,6 mortes para cada 100 mil habitantes. Na América do Sul, chama a atenção também o número de mortos por 100 mil habitantes do Peru: 111,3. O país tem 35.595 óbitos pela Covid-19.

A Índia é o terceiro país, atrás apenas de EUA e Brasil, com maior número de mortes pela Covid-19, com 133.738 óbitos. Lá, devido ao tamanho da população, a taxa proporcional é de 9,9 óbitos por 100 mil habitantes.

Na Argentina, onde a pandemia desembarcou nove dias mais tarde que no Brasil e que seguiu uma quarentena rígida de início, o índice é de 83,4 mortes por 100 mil habitantes (37.122 óbitos).

Já o boletim divulgado pelo Ministério da Saúde nesta segunda aponta 16.207 novos casos confirmados da Covid-19, com 302 novas mortes. Com esses dados, o balanço federal registra 6.087.608 casos e 169.485 mortes pela doença desde o início da epidemia no país. Há, ainda 2.202 mortes em investigação.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.​​​​​​​​

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