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Brasil

Lula usa queda do desmatamento na Amazônia para rebater tarifas dos EUA

No ano passado, o Ministério do Meio Ambiente divulgou a menor taxa anual de desmatamento na Amazônia em 11 anos, com queda de 11,08%

Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

O presidente Lula (PT) participou hoje da divulgação dos dados de queda de desmatamento na Amazônia para tentar rebater uma das justificativas para o último tarifaço anunciado pelos Estados Unidos.

O que aconteceu
O desmatamento na Amazônia legal caiu 69,7% entre 2022 e 2025, segundo o Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite). Em evento, na sede da OTCA (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica), o governo mostrou ainda queda de 61% na região em maio em relação ao mês do ano passado e queda de 12,2% no desmatamento do cerrado no mesmo período.

O período anual geralmente leva em consideração de agosto a julho e é divulgado em outubro. No ano passado, o Ministério do Meio Ambiente divulgou a menor taxa anual de desmatamento na Amazônia em 11 anos, com queda de 11,08%.

A divulgação foi antecipada para se contrapor à narrativa dos Estados Unidos. “[Os números divulgados] põe por terra, definitivamente, a acusação injusta, improcedente, dos Estados Unidos, que incluiu o desmatamento na Amazônia como uma causa para justificar medidas de imposição de tarifas”, afirmou o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.

O desmatamento, em especial na Amazônia, é citado como uma das “práticas irrazoáveis” para a sobretaxação de 25% anunciada na semana passada. O documento do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) afirma que o “desmatamento ilegal persiste” e que o Brasil não conseguiu “aplicar efetivamente” o marco legal de proteção ao meio ambiente.

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