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Lucro do FGTS será distribuído aos trabalhadores até o fim de agosto. Veja quem terá direito

Percentual do montante que será distribuído será definido pelo Conselho Curador, que tem próxima reunião prevista para 28 de julho.

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A Caixa Econômica Federal vai distribuir, até 31 de agosto, o lucro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) referente a 2025 aos trabalhadores que tinham saldo em contas vinculadas ao fundo em 31 de dezembro do ano passado. O percentual do montante a ser distribuído será definido pelo Conselho Curador do FGTS, que tem próxima reunião prevista para 28 de julho.

A distribuição do lucro do fundo ocorre desde 2017 com o objetivo de incrementar a rentabilidade das contas vinculadas ao FGTS do trabalhador. A quantia será distribuída de forma proporcional ao saldo que cada trabalhador tinha no Fundo em 2025.

O crédito é incorporado ao saldo da conta e o dinheiro só poderá ser retirado de acordo com as regras de saque, como demissão sem justa causa, compra da casa própria e doenças graves.

Entidade projeta lucro de R$ 15 bi

No ano passado, o Conselho Curador aprovou a distribuição de R$ 12,9 bilhões do lucro obtido pelo FGTS referente a 2024. Esse valor representou 95% do resultado do ano, que totalizou R$ 13,6 bilhões. O lucro do fundo referente a 2025 ainda será divulgado, assim como seu percentual a ser distribuído definido.

O presidente do Instituto Fundo de Garantia do Trabalhador (IFGT), Mario Avelino, estima que o patrimônio do FGTS tenha encerrado 2025 em torno de R$ 850 bilhões, o que representa um crescimento próximo de 10% em relação ao ano anterior. Segundo ele, o aumento é explicado principalmente pela expansão do emprego formal no Brasil.

Segundo projeção do IFGT, com base no histórico dos últimos anos, o lucro do FGTS em 2025 deve alcançar cerca de R$ 15 bilhões. A entidade avalia ainda que, por se tratar de um ano eleitoral, o governo deve manter o percentual de distribuição em 95%. Nesse cenário, seriam repassados aproximadamente R$ 14,25 bilhões aos trabalhadores.

Correção mínima pela inflação

Tradicionalmente, o FGTS rende 3% ao ano mais a taxa referencial (TR). No entanto, a distribuição dos lucros melhora o rendimento do fundo. Em 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o Fundo deve ter correção mínima pela inflação medida pelo IPCA.

Com isso, se o resultado da distribuição do lucro por trabalhador e do rendimento de 3% ao ano mais a TR ficar menor que a inflação, o Conselho Curador é obrigado a definir uma forma de compensação para que a correção alcance o IPCA.

No ano passado, a distribuição dos lucros do fundo beneficiou 134 milhões de trabalhadores. No total, foram contempladas 235 milhões de contas, já que alguns trabalhadores possuem mais de uma conta vinculada.

Com a distribuição do resultado e a atualização tradicional, a rentabilidade das contas vinculadas ao FGTS foi de 6,05%, acima do IPCA do período. Esse percentual resultou da soma dos 3% previstos em lei, da Taxa Referencial e da distribuição dos lucros.


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