Brasil
IBGE: trabalhadores por conta própria do Norte têm menos índice de formalização
Entre as Grandes Regiões, o Sul liderou a série histórica e atingiu 46,7% de formalização em 2025.
Os trabalhadores da Região Norte que trabalham por conta própria têm o menor índice de formalização do País, de acordo com informações divulgadas hoje (23/09) no módulo Características adicionais do mercado de trabalho da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre as Grandes Regiões, o Sul liderou a série histórica e atingiu 46,7% de formalização em 2025, seguido de perto pelo Centro-Oeste e pelo Sudeste, que apresentaram 41,6% de seus empregadores e trabalhadores por conta própria registrados no CNPJ. Por outro lado, as regiões Norte e Nordeste apresentaram percentuais significativamente inferiores, 15,6% e 20,1%, respectivamente.
Considerando as duas categorias, as diferenças regionais se assemelham. Em 2025, o Sul liderou tanto a cobertura para os trabalhadores por conta própria (37,4%) quanto para os empregadores (88,9%). Em seguida, as regiões Sudeste, com 87,1% de empregadores registrados e 33,8% de conta própria, e Centro-Oeste, com 82,3% de empregadores registrados e 31,7% de conta própria. Já Norte e Nordeste tiveram menor cobertura formal; No Nordeste, foram 13,7% para conta própria e 67,6% para empregadores, enquanto o Norte registrou 9,7% dos trabalhadores por conta própria e 57,7% dos empregadores.
Dos 30,6 milhões de pessoas ocupadas como empregador ou trabalhador por conta própria no trabalho principal em 2025, apenas 4,7% (1,4 milhão de pessoas) eram associadas à cooperativa de trabalho ou produção. A maior proporção ocorreu em 2012, com 6,3%.
Entre as Grandes Regiões, o Sul lidera entre o percentual de pessoas ocupadas associadas às cooperativas com 7,8%. Em seguida, o Norte, com 5,2%. As outras regiões estiveram abaixo da taxa nacional: Centro-Oeste, com 4,2%; Nordeste, 4,0%; e Sudeste, com 4,0%.
Brasil
Em 2025, o contingente de empregadores e trabalhadores por conta própria no Brasil totalizou 30,6 milhões de pessoas. O percentual chegou a 35,0%, o maior patamar da série histórica iniciada em 2012 (24,0%). Em 2024, a taxa era de 33,6% e, no ano anterior, 33,0%.
A análise da evolução histórica mostra uma tendência de crescimento de população ocupada por conta própria com CNPJ a longo prazo, saltando de 15,0%, em 2012, para o seu ápice histórico de 27,1%, em 2025. Por outro lado, o segmento dos empregadores com CNPJ apresenta estabilização em patamares elevados, saindo de 75,6%, em 2012, para 81,1%, em 2025.
Quanto ao sexo, o percentual de mulheres com CNPJ sempre foi maior que o de homens ao longo dos anos desde o início da série histórica. Em 2025, a taxa de formalização feminina foi de 36,7%, enquanto a masculina ficou em 34,2%. No ano anterior, o indicador alcançou 35,2% para as mulheres e 32,7% para os homens.
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