Conecte-se conosco

Brasil

Governo federal orienta cidadãos a denunciar “discriminação política” na saúde

Relatos de discriminação de profissionais de saúde contra eleitores de Lula se espalharam nas redes sociais no período eleitoral.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio do Ministério da Saúde, reforçou os canais de atendimento para recebimento de denúncias de casos de discriminação por posicionamento político em unidades de saúde públicas e privadas.

A pasta orienta cidadãos e profissionais de saúde a registrarem episódios de discriminação por meio da Ouvidoria-Geral do SUS. A manifestação pode ser feita de forma gratuita pela Central 136, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 18h. Também é possível registrar a denúncia via site.

A orientação ocorre após viralizar nas redes sociais relatos de profissionais de saúde que proferiram ataques contra eleitores do presidente Lula, sobretudo depois da vitória nas eleições presidenciais.

Em um deles, o cardiologista Clederson Henry Dina, que realiza atendimentos no Hospital Israelita Albert Einstein, afirmou que se recusa a atender eleitores do PT. “Não atendo petistas vagabundos”, escreveu o médico.

Em outro caso, estudantes de medicina viraram alvo de um processo administrativo por insultarem alunos beneficiados pelo Programa Universidade para Todos (Prouni) e pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O episódio aconteceu no Centro Universitário Imepac, em Araguari, no Triângulo Mineiro.

“Agora quem votou no Lulinha, que está há 20 anos prometendo picanha, quem vier vender trufa Vai todo mundo se foder. Pega a porra da sua bolsa de Prouni, de Fies e divide com a porra do MST”, diz um dos estudantes.

Orientações

O Ministério da Saúde orienta que, ao fazer a denúncia, o cidadão ou profissional de saúde reúna o máximo de informações sobre o caso, como data, local, relator completo, nome dos envolvidos, quando disponível, e identificação de testemunhas.

“Esses dados ajudam a direcionar a manifestação aos órgãos competentes”, informa o órgão. A pasta destaca também que “o acesso à saúde é um direito de todos, garantido pela Constituição Federal de 1988 e assegurado pelos princípios da universalidade e da igualdade no SUS”.


Clique para comentar

Faça um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

5 − 3 =