Brasil
Golpe da prova de vida do INSS: criminosos ligam e visitam aposentados para roubar dados
Beneficiários relatam contatos por telefone e visitas falsas de supostos servidores. Instituto alerta que procedimento é feito automaticamente e não exige envio de informações pessoais.
Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) devem redobrar a atenção diante da modalidade de golpe que utiliza a prova de vida como pretexto para obter dados pessoais e bancários das vítimas. Criminosos têm se passado por servidores do órgão para realizar ligações ou até visitar residências, alegando a necessidade de atualização cadastral para evitar o bloqueio de benefícios.
Atualmente, a prova de vida dos beneficiários é realizada de forma automática, por meio do cruzamento de informações em bases públicas, como atualização de documentos e realização de exames no SUS. Quando há necessidade de alguma ação por parte do segurado, a comunicação ocorre por canais oficiais, como instituições bancárias responsáveis pelo pagamento do benefício ou mensagens enviadas pelos canais oficiais do governo.
Aposentada recebeu mais de 30 ligações suspeitas
Uma das pessoas abordadas pelos golpistas foi a aposentada Maria Terezinha Santos, que afirma ter recebido mais de 30 ligações em apenas uma semana. Segundo ela, os criminosos utilizavam diferentes números de telefone e alegavam que seu benefício seria suspenso caso a prova de vida não fosse realizada imediatamente.
A aposentada desconfiou da abordagem porque já havia regularizado sua situação e sabia que nem o INSS nem os bancos solicitam informações pessoais por telefone para esse tipo de procedimento. Após procurar orientação junto ao instituto, foi instruída a bloquear os números e não fornecer qualquer dado aos interlocutores.
Falsos servidores visitam residências
Além das ligações, o INSS recebeu denúncias recentes sobre criminosos que estariam visitando casas de aposentados e pensionistas em algumas regiões do país. Em um dos casos relatados pelo órgão, em Luziânia (GO), os suspeitos utilizavam roupas com a logomarca do instituto e apresentavam crachás falsificados para aparentar legitimidade.
Durante as visitas, os golpistas alegavam a necessidade de realizar a prova de vida presencialmente e solicitavam documentos pessoais, senhas de acesso ao aplicativo Meu INSS, informações bancárias e, em alguns casos, até pagamentos em dinheiro.
O instituto reforça que não realiza visitas domiciliares para solicitar documentos, recolher dados ou efetuar procedimentos relacionados à prova de vida.
O INSS orienta aposentados e pensionistas a desconfiar de qualquer contato não solicitado relacionado à prova de vida. Também recomenda que os beneficiários não permitam a entrada de desconhecidos em suas residências e não compartilhem informações pessoais, documentos, senhas ou dados bancários.
Outra orientação é nunca realizar pagamentos ou transferências solicitados por supostos representantes do órgão.
Abordagens suspeitas devem ser ignoradas
Segundo o instituto, os beneficiários devem desconfiar de abordagens que envolvam:
- Ligações para realização da prova de vida;
- Visitas domiciliares para coleta de documentos ou informações;
- Pedidos de senhas do aplicativo Meu INSS;
- Solicitações de dados bancários;
- Mensagens que ameaçam bloqueio imediato do benefício por WhatsApp, SMS ou aplicativos de mensagens.
Em caso de dúvida, a recomendação é buscar informações diretamente nos canais oficiais, como a central telefônica 135, o aplicativo Meu INSS, o portal oficial do instituto ou as agências da Previdência Social.
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