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Empresa aérea argentina Flybondi cancela 79% dos voos no Brasil em julho

A fiscalização da Anac nas operações da Flybondi apontou divergências entre a programação cadastrada e os voos efetivamente realizados.

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A companhia aérea argentina Flybondi cancelou 79% dos voos registrados no Brasil entre os dias 1º e 27 de julho, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Diante do aumento das ocorrências, da redução das operações e de falhas no atendimento aos passageiros, a agência limitou a venda de passagens da empresa no país. Se você teve um voo cancelado, confira quais são os seus direitos.

“A decisão não afeta as passagens já emitidas. Em caso de cancelamento do voo, a Flybondi permanece responsável pela assistência aos passageiros”, disse a Anac, em nota.

A Resolução 400 da Agência determina que, em casos de atraso de voos superior a quatro horas, cancelamento ou interrupção do serviço, o passageiro pode escolher uma das alternativas oferecidas pela companhia aérea:

Reacomodação gratuita no primeiro voo disponível, da própria empresa ou de outra companhia;
Remarcação para outro voo da mesma empresa, em data e horário escolhidos pelo passageiro, dentro da validade da passagem;
Reembolso integral do valor pago, incluindo as taxas, no prazo de sete dias e pela mesma forma de pagamento usada na compra;
Realização do trajeto por outro meio de transporte, como ônibus.

A reacomodação deve ocorrer sem custo, inclusive quando o novo voo for operado por outra companhia.

O passageiro também pode guardar documentos que comprovem o problema e eventuais prejuízos, como cartões de embarque, fotos dos painéis do aeroporto e recibos de despesas. A orientação é procurar a companhia e registrar formalmente se deseja a remarcação ou o reembolso.

Se a empresa não prestar a assistência devida, o consumidor pode registrar uma reclamação no Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da companhia e na plataforma Consumidor.gov.br. Se o problema persistir, pode recorrer ao Procon, ao Juizado Especial Cível ou buscar orientação jurídica.

A fiscalização da Anac nas operações da Flybondi apontou divergências entre a programação cadastrada e os voos efetivamente realizados, queda contínua das operações ao longo de 2026 e aumento das reclamações de consumidores.

A medida cautelar, em vigor desde esta quarta-feira, impede a companhia de ampliar sua malha aérea no Brasil e de vender bilhetes para Florianópolis, Maceió e Salvador, destinos que ainda não começaram a ser operados. A comercialização de passagens entre Buenos Aires e o Aeroporto do Galeão, no Rio, também será suspensa a partir de 3 de agosto caso a companhia não comprove, até essa data, que adotou medidas para regularizar a operação.


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