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Dona da produtora de “Dark Horse”, filme sobre Bolsonaro, vira alvo da polícia

Karina da Gama é ligada ao deputado federal Mario Frias (PL-SP), que assina o roteiro do filme.

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A Polícia Civil abriu inquérito para apurar irregularidades na execução de um contrato de R$ 108 milhões entre a prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil, ONG comandada por Karina Ferreira da Gama. O contrato prevê a instalação de 5 mil pontos de internet em vias públicas da capital, e a entidade também é proprietária da Go Up Entertainment, produtora do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.

Karina da Gama é ligada ao deputado federal Mario Frias (PL-SP), que assina o roteiro do filme. Ela possui cinco empresas, incluindo a ANC, a produtora, a Conhecer Brasil Assessoria e a Upcon Serviços Especializados Ltda., com filial em Goiás.

O contrato começou a ser executado em 2024, com previsão de atingir 5 mil pontos de wi-fi em 2025, mas atualmente apenas 3,2 mil instalações foram realizadas. O inquérito policial é o segundo sobre a parceria, o primeiro tramita na Promotoria do Patrimônio Público e Social após denúncia do vereador Nabil Bonduki (PT), que contestou a falta de concorrência na licitação e a experiência da ONG.

Segundo a promotora Fabíola Cezarini, “as apurações revelaram várias suspeitas de ilegalidades, como a falta de expertise da ONG na implementação de rede wi-fi, o recebimento de 26 milhões de reais sem que o serviço tivesse sido efetivamente prestado, a falta de concorrência na licitação e a possibilidade do mesmo serviço ser prestado pela empresa pública municipal (Prodam) por valor significativamente inferior”.

A relação entre a ONG e a produtora do filme não é objeto específico da promotora, mas pode ser investigada caso a Polícia Civil encontre indícios de que recursos da prefeitura tenham sido repassados entre as empresas de Karina.

A prefeitura nega qualquer vínculo financeiro do contrato com a produção do filme, afirmando que o termo foi firmado em junho de 2024, antes do início das filmagens.

A gestão municipal informou que a parceria com o Instituto Conhecer Brasil seguiu chamamento público transparente e que os pagamentos são condicionados a ponto ativo de wi-fi, evitando desperdício de recursos. Cerca de R$ 106 milhões são destinados à instalação, manutenção e suporte técnico dos pontos de conectividade.


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