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“Dona da produtora de ‘Dark Horse’ é investigada há quase 10 anos”, diz site

O levantamento foi feito com base em relatório da CGU e mostra uma prática de superfaturamento, de sobrepreço e de não entrega de serviços contratados.

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Karina Gama, dona da produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, é investigada há quase 10 anos, afirmou a jornalista Daniela Lima, nesta quarta-feira (10/06), em participação do TMC 360 e site UOL.

“A dona da produtora do ‘Dark Horse’ é investigada pelas autoridades competentes há quase 10 anos porque ela tem uma ONG, chamada Instituto Conhecer Brasil. Essa ONG e a produtora dividem o mesmo endereço em São Paulo. E essa ONG já havia firmado uma série de contratos com entidades que têm interface com o poder público”, disse a especialista.

Ela mencionou reportagem do site Intercept Brasil, que mostra levantamento feito pela Controladoria-Geral da União (CGU) sobre denúncias envolvendo a produtora e a ONG.

“O levantamento foi feito com base em relatório da CGU e mostra uma prática de superfaturamento, de sobrepreço e de não entrega de serviços contratados pelo Sesi. O Sesi é abastecido com dinheiro público também e pelas indústrias associadas”, destacou Dani Lima.

“Peguei a íntegra desse levantamento da CGU. Até os pecados, que hoje tentamos entender melhor como foram cometidos por uma produtora que está com um filme de mais de R$ 100 milhões de orçamento, até esses pecados foram replicados (nas denúncias antigas). Estou falando da produtora e do instituto e de uma empresa que este instituto subcontratou para executar um contrato milionário lá atrás, em 2018-2019. Esse contrato foi firmado pela ONG que subcontrata uma empresa. E onde ela funciona? No mesmo endereço da produtora e da ONG.”

De acordo com a jornalista, os auditores federais apontaram “coincidências”. “Quando os auditores vão olhar e eles falam: no mínimo tem uma coincidência bizarra aqui. Porque só muda o número da loja do instituto para a empresa que o instituto contratou para executar um serviço que não foi 100% entregue. Sobrepreço e Superfaturamento também têm ali. Estamos falando de R$ 1,3 milhão.”

“Na ocasião, o Sesi por escrito – isso está no processo – faz uma recomendação formal de não mais contratar esse instituto porque é impossível aferir se ele prestou ou não o serviço para o qual foi contratado. O Sesi entrou na Justiça para poder dizer que agiu de boa fé e foi ludibriado pelo instituto.”


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