Conecte-se conosco

Brasil

Coordenadora de escritório da ONU sobre drogas alerta sobre uso de submarinos pelo narcotráfico na Amazônia

O alerta foi feito durante a VI Reunião Tripartite sobre aplicação da lei nos rios da Bacia Amazônica, realizada em Belém (PA).

coordenadora-de-escritorio-da-

Representantes das Forças Armadas e órgãos de segurança pública do Brasil, Colômbia e Peru visitaram um semissubmersível apreendido pela Marinha do Brasil em 2025 – Imagem: Primeiro-Tenente Rodrigues/Marinha do Brasil Fonte: Agência Marinha de Notícias Acesse: https://www.agencia.marinha.mil.br/

A coordenadora regional do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc), Francesca Caonero, alertou para mudanças no padrão de atuação de grupos criminosos na Amazônia. Segundo ela, as organizações têm expandido sua atuação para países como Suriname e Guiana, com o emprego de estratégias mais sofisticadas, entre elas o uso de embarcações semissubmersíveis (submarinos). As informações são da Agência Marinha de Notícias.

O alerta foi feito durante a VI Reunião Tripartite sobre aplicação da lei nos rios da Bacia Amazônica, realizada em Belém (PA), de 14 a 16 de abril. O encontro reuniu autoridades militares, policiais e diplomáticas do Brasil, Peru e Colômbia, além de representantes da Organização das Nações Unidas (ONU), com foco no enfrentamento ao narcotráfico e a crimes correlatos.

Segundo Francesca Caonero, a reunião teve como objetivo analisar os novos padrões de atuação das organizações criminosas e delinear estratégias para combater esses grupos. Precisamos identificar novos objetivos.

De acordo com a Agência marinha, os trabalhos foram liderados pela Coordenação-Geral de Repressão a Drogas, Armas, Crimes contra o Patrimônio e Facções Criminosas (CGPRE-PF). A Marinha do Brasil (MB) foi representada por militares do Comando de Operações Navais (ComOpNav), do Comando do 4º Distrito Naval (Com4°DN) e do Comando de Operações Marítimas e Proteção da Amazônia Azul (COMPAAz).

coordenadora-de-escritorio-da-

Representantes das Forças Armadas e órgãos de segurança pública do Brasil, Colômbia e Peru visitaram um semissubmersível apreendido pela Marinha do Brasil em 2025 – Imagem: Primeiro-Tenente Rodrigues/Marinha do Brasil.

Representantes das Forças Armadas e órgãos de segurança pública do Brasil, Colômbia e Peru visitaram um semissubmersível apreendido pela Marinha do Brasil em maio de 2025, no município de Chaves (Arquipélago do Marajó). A apreensão é um marco para a Polícia Federal (PF) por ter sido a primeira vez que um “submarino do tráfico” foi localizado ainda em fase de construção.

Durante a operação, à época, um homem, morador da propriedade onde a embarcação foi encontrada, foi preso por porte ilegal de arma de fogo. Não foram encontradas drogas no interior da embarcação. O sucesso da operação deveu-se à análise de imagens de satélite, dados de sensores aeroespaciais e processamento com inteligência artificial. Isso permitiu identificar movimentos atípicos e a localização precisa do equipamento, algo difícil de detectar por métodos tradicionais”, explicou o delegado Lucas Pereira Gonçalves.

Com 18 metros de comprimento e 3 metros de largura, a embarcação artesanal possui engenharia sofisticada. A PF estima que o semissubmersível possa transportar até sete toneladas de cocaína, com autonomia de 10 mil quilômetros — distância suficiente para uma travessia direta do Marajó até a Europa. A estrutura em fibra de vidro e a cor azul dificultam a detecção por radares e a observação visual no oceano.

Em fevereiro de 2024, uma embarcação com características semelhantes foi encontrada por pescadores em São Caetano de Odivelas, no nordeste paraense. Em março de 2025, cinco homens, todos paraenses, foram presos enquanto transportavam seis toneladas de entorpecentes em um semissubmersível no Oceano Atlântico, a quase 1.000 quilômetros do Arquipélago dos Açores, em Portugal.

Segundo o Comandante do 4º Distrito Naval, Vice-Almirante Adriano Marcelino Batista, a escolha de Belém como sede da Reunião Tripartite foi estratégica. A utilização dos rios regionais pelo narcotráfico possui, na região portuária, seu elo de conexão para atingir mercados distantes e, em Belém, esse encontro do fluvial e marítimo se dá, atribuindo relevância a esse complexo portuário no combate aos ilícitos”, afirmou.

Também participaram da reunião o Superintendente Regional da Polícia Federal no Pará, Delegado Alexandre de Andrade Silva; o Comandante da Força Naval do Amazonas (Armada Nacional da Colômbia) Contra-almirante Alfonso Cordoba Pinilla; o Diretor do Departamento Antidrogas da Polícia Nacional do Peru, Leiby Antonio Human Daza; e o Chefe da Divisão de Repressão ao Tráfico de Entorpecentes da Polícia Federal, Delegado Vinícius Faria Zangirolani.

Segundo a Agência Marinha, a sexta edição consolida o diálogo iniciado em novembro de 2023, em Cartagena (Colômbia). O cronograma de cooperação foi realizado em cidades como Manaus, em março de 2024, e Brasília, em agosto e dezembro de 2024, além de agosto de 2025.


Clique para comentar

Faça um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

7 + 9 =