Brasil
Chefe de segurança do Irã diz que país não vai negociar com os EUA
O secretário de Segurança do Irã prometeu retaliar com ataques os Estados Unidos e Israel em resposta aos bombardeios que mataram Ali Khamenei.
O secretário de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou, na madrugada de hoje, que o país não vai negociar com os Estados Unidos. A declaração contradiz o presidente Donald Trump, que disse, na tarde de ontem, que as lideranças iranianas queriam conversar.
“Não negociaremos com os Estados Unidos”, escreveu Larijani em publicação no X, antigo Twitter. Estados Unidos e Israel lançaram, na madrugada de sábado (28), um ataque coordenado contra o Irã, que afirmou ter retaliado ao atingir bases militares americanas no Oriente Médio.
Antes, Larijani alertou os países vizinhos sobre o uso de bases militares norte-americanas em seus territórios. “Aos países da região: não vamos atacá-los. Mas, quando bases localizadas em seus países forem usadas contra nós, e quando os Estados Unidos conduzirem operações na região a partir dessas forças, alvejaremos essas bases. Essas bases não estão em seu território; estão em território americano.”
O secretário de Segurança do Irã prometeu retaliar com ataques os Estados Unidos e Israel em resposta aos bombardeios que mataram Ali Khamenei. Teerã “atingirá com uma força que eles nunca experimentaram antes”, disse Larijani.
“O Irã lançou mísseis contra os Estados Unidos e Israel, e eles causaram danos. Nós os atacaremos com uma força que jamais conheceram”, declarou Larijani em mensagem escrita em letras maiúsculas, como costuma fazer o presidente americano Donald Trump na Truth Social.
Trump fala em 48 líderes do Irã mortos
À revista norte-americana, Trump disse que as lideranças iranianas queriam conversar e ele aceitou. “Eles querem conversar, e eu concordei em conversar, então conversarei com eles”, afirmou o presidente à revista. “Eles deveriam ter feito isso antes. Deveriam ter cedido, o que era muito prático e fácil de fazer. Esperaram tempo demais”, disse Trump ao veículo por meio de uma ligação de Mar-a-Lago.
Conversa não teria data definida para ocorrer. “Não posso te dizer isso. A maioria daquelas pessoas se foi. Algumas das pessoas com quem estávamos lidando se foram, porque aquilo foi um grande —aquilo foi um grande golpe. Eles deveriam ter feito isso antes. Poderiam ter fechado um acordo. Eles tentaram ser espertos demais”, teria dito Trump ao jornalista do The Atlantic.
À Fox News, Trump afirmou que morreram 48 lideranças iranianas com o ataque sem especificar hierarquias e cargos ocupados. Segundo a jornalista que diz ter falado com Trump, ele disse que os EUA não sabem quantos “alvos restam”. “Ninguém consegue acreditar no sucesso que estamos tendo, 48 líderes se foram de uma só vez. E está avançando rapidamente”, disse Trump.
Líder interino é eleito para conduzir substituição de Khamenei
Aiatolá Alireza Arafi foi eleito o chefe do Conselho de Liderança Interina do Irã com a tarefa de comandar o processo de escolha de um novo líder supremo. Arafi foi nomeado como membro jurista do conselho —um órgão também temporário encarregado de cumprir o papel atribuído ao líder supremo até que a Assembleia de Peritos eleja um novo líder.
Arafi foi escolhido por membros do Conselho de Discernimento do Interesse do Estado do Irã. O líder supremo temporário era membro clérigo do Conselho dos Guardiões. Agora, Arafi fará parte do conselho ao lado do presidente Masoud Pezeshkian e do chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejei.
Conselho de caráter provisório deverá contar com a presença de membros do Conselho dos Guardiões. “O órgão será o responsável por organizar e conduzir o processo que elege o novo aiatolá do Irã”, explica Rodrigo Amaral, professor de relações internacionais da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre os Estados Unidos.
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