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Cão Orelha não morreu por agressão de adolescentes, e MP pede arquivamento

Adolescentes apontados pela Polícia Civil como responsáveis pela suposta agressão ao animal e o cachorro “não estiveram juntos na praia no período da suposta agressão”

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O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) concluiu que o cão comunitário Orelha morreu devido a uma condição grave e preexistente, e não pela suposta agressão de adolescentes. O órgão pediu o arquivamento do caso à Justiça.

Adolescentes apontados pela Polícia Civil como responsáveis pela suposta agressão ao animal e o cachorro “não estiveram juntos na praia no período da suposta agressão”. A afirmação foi divulgada hoje pelo MPSC após análise de quase dois mil arquivos entre laudos técnicos, vídeos, imagens e dados apreendidos no processo.

Promotorias responsáveis por analisar o caso se manifestaram à Justiça na sexta-feira (8). Em 170 páginas, os promotores trouxeram dez tópicos, com razões jurídicas e provas, pedindo o arquivamento do processo e adoção de outras providências.

Elemento decisivo para a promotoria foi a cronologia dos fatos. A Polícia Civil sustentou que um adolescente, que seria o responsável pela agressão, e o cachorro teriam ficado ao mesmo tempo na praia por cerca de 40 minutos. Todavia, a reanálise do material apontou inconsistências temporais que, segundo o MPSC, “modificaram substancialmente essa narrativa”.

MPSC disse que a polícia fez uma “linha do tempo” usando imagens do sistema público de monitoramento e registros de câmeras privadas. As imagens foram usadas para registrar a movimentação do adolescente. A comparação feita pelo órgão, porém, identificou uma defasagem de cerca de 30 minutos entre os horários registrados nas câmeras públicas e privadas, o que “é nitidamente perceptível pelas condições de luminosidade solar”. Essa diferença de horário foi confirmada em perícia da Polícia Científica.

Não há qualquer registro que comprove que o cão Orelha estava na faixa de areia da Praia Brava no período em que a suposta agressão teria ocorrido, segundo o MPSC.

As informações são do UOL


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