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Brasil

Pesquisa ‘Assassinatos na Pan-Amazônia’ mostra que 62 camponeses foram mortos na região desde 2020

Os estados de Maranhão e Rondônia registraram igualmente 16 assassinatos, seguidos por Amazonas, com nove; Pará, com oito; Roraima, com sete; Tocantins, três; Mato Grosso, dois e uma morte no Acre.

Doze entidades de cinco países voltadas para a defesa dos povos da Amazônia divulgaram, na última sexta-feira (30/07) levantamento sobre assassinatos de camponeses na região, de 2020 até este ano. No Brasil, 62 camponesas e camponeses foram mortos em estados amazônicos nesse período. Segundo o documento, intitulado “Assassinatos na Pan-Amazônia”, a atuação violenta de grileiros, fazendeiros e garimpeiros é considerada a causa da maioria das mortes.

Do lado brasileiro, participaram do levantamento a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Grupo de Pesquisa e Extensão sobre Terra e Território na Amazônia (Gruter) da Universidade Federal do Amapá e o Observatório da Democracia, Direitos Humanos e Políticas Públicas. Também atuaram instituições da Colômbia, Bolívia, Equador e Peru. O lançamento da pesquisa ocorre durante

As mortes na Amazônia de 2020 a 2022 representam 80% dos registros de assassinatos no campo em todo o Brasil.

No primeiro ano pesquisado, foram 15 mortes e no segundo, 29. Em 2022, até o dia 7 de julho, ocorreram 18 assassinatos.

Os estados de Maranhão e Rondônia registraram igualmente 16 assassinatos, seguidos por Amazonas, com nove; Pará, com oito; Roraima, com sete; Tocantins, três; Mato Grosso, dois e uma morte no Acre.

“Todos estes casos nos mostram que os assassinatos na Amazônia não são fatos isolados de violência, senão consequências a agressões cada vez mais intensas do crime organizado, que associam interesses militares, empresariais, do tráfico aos saqueadores dos
recursos naturais”, diz o documento. “A expropriação do campo e a sanha pela renda da terra dos grandes grupos de latifundiários e empresas exploradoras que por meio da privatização da natureza com objetivo de lucrar geram a morte da sociedade em consequência da morte da natureza”.

Treze mortes são atribuídas à atuação violenta da polícia no Amazonas, Tocantins e Rondônia.
Nos cinco países da Amazônia, houve 220 assassinatos de camponeses desde 2020. O maior número foi registrado na Colômbia, que teve 120 casos. Peru teve 18 mortes. Equador e Bolívia tiveram um caso. Os países constituem juntos, mais de 85% do território da bacia amazônica.

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