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Após alta hospitalar, Bolsonaro chega em casa para cumprir prisão domiciliar

Ele foi diagnosticado com pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração e continuará o tratamento em casa.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta hospitalar na manhã de hoje após permanecer internado no hospital DF Star, em Brasília, desde 13 de março. Ele foi diagnosticado com pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração e continuará o tratamento em casa.

Colete a prova de balas. Bolsonaro chegou por volta das 10h20 em sua casa, em Brasília. O ex-presidente usava um colete a prova de balas quando entrou em sua residência, mostrou a emissora CNN Brasil.

Bolsonaro segue com tratamento em casa. “A evolução nos últimos dois dias foi o que nós esperávamos, sem nenhuma intercorrência, com a medicação totalmente adaptada e já com a transição para a via oral, para que se use em casa”, afirmou hoje o cardiologista Brasil Caiado.

Fisioterapia e medicamentos

Em casa, Bolsonaro fará fisioterapia, reabilitação pulmonar diariamente e acompanhamento nutricional para evitar soluços. São exercícios respiratórios com aparelhos e atividades físicas em esteira ou bicicleta feitos de forma progressiva de acordo com o cansaço, explicou Brasil Caiado. Bolsonaro tem prescrição extensa de medicação. Segundo o médico, ele trata hipertensão arterial, doença coronariana, doença das carótidas, depressão e soluço.

Operação no ombro em abril

A previsão, segundo seus médicos, é de que Bolsonaro retorne ao hospital no fim de abril. Brasil Caiado disse que o ex-presidente deverá passar por uma artroscopia no ombro direito. Trata-se de uma cirurgia minimamente invasiva para tratar problemas articulares.

Moraes autorizou prisão domiciliar. Na terça, o ex-presidente teve a prisão domiciliar autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

A internação começou em 13 de março e incluiu passagem de 11 dias na UTI. Bolsonaro deu entrada no hospital com quadro de broncopneumonia, deixou a terapia intensiva na segunda passada e seguiu em tratamento com antibióticos.

A prisão domiciliar humanitária foi autorizada durante a internação. Na terça-feira, Moraes autorizou que o ex-presidente cumprisse prisão domiciliar por 90 dias, prazo que passa a contar apenas quando ele já estiver fora do hospital.

Segundo os médicos, o quadro teve origem aspirativa. Isso ocorre quando conteúdo do estômago entra nas vias respiratórias, podendo causar infecção.

No início do tratamento, a equipe utilizou dois antibióticos. Como não houve resposta suficiente, um terceiro medicamento foi introduzido.

Após o ajuste, Bolsonaro passou a apresentar melhora clínica. Houve redução dos marcadores inflamatórios e melhora de sintomas, como da falta de ar.


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