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Alta de preços afeta 91% da população no Norte e Centro-Oeste, mostra pesquisa da CNI

Nas regiões Norte e Centro-oeste, 53% dos entrevistados disseram ter tido a situação financeira muito afetada, 21% afetada e 10% mais ou menos afetada.

O impacto da inflação foi sentido, nos últimos seis meses, por 91% dos brasileiros das regiões Norte e Centro-Oeste. Os dados são da pesquisa ‘Comportamento e economia no pós-pandemia‘, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Instituto FSB Pesquisa. Foram entrevistadas 2.015 pessoas, entre 1º e 5 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Nas regiões Norte e Centro-oeste, 53% dos entrevistados disseram ter tido a situação financeira muito afetada, 21% afetada e 10% mais ou menos afetada. Só 12% disseram ter sido pouco afetada e 4% responderam que não foram afetados.

A expectativa de inflação para os próximos 6 meses, entre os entrevistados das duas regiões é de aumentar muito para 48%, aumentar um pouco para 18% e ficar igual também para 18%. Só 11% tem expectativa de que vai diminui um pouco e 4% acham que vai diminuir muito.

Entre os entrevistados do Norte e Centro-Oeste, 66% disseram que tiveram redução de gastos. Entre eles, 49% tiveram redução grande ou muito grande e 41% média redução. Seis em cada 10 (60%) aumentaram gastos com remédios, 62% com arroz e feijão, 62% com combustíveis (gasolina, álcool e diesel) e 66% com gás de cozinha.

Brasil

A pesquisa mostra que o impacto da inflação foi sentido, nos últimos seis meses, por 95% da população brasileira. Esse número é 22 pontos percentuais acima do registrado em novembro de 2021, quando 73% afirmaram ter percebido aumento de preços.

A percepção do aumento de preços, bens e serviços foi generalizada, sem grandes diferenças entre os perfis etários, demográficos ou de escolaridade. A pesquisa revela que 76% dos brasileiros afirmaram que sua situação financeira foi prejudicada pela inflação. As mais afetadas são as pessoas sem escolaridade, com renda de até um salário-mínimo, e os moradores do Nordeste.

Medo

Outra pesquisa da da CNI mostra que 38% dos brasileiros têm um grande medo de perder o emprego. Esse porcentual é menor do que os 41% de abril de 2021 e do que os 48% de maio de 2020.
Esse sentimento é menor no Norte/Centro-Oeste (28%) e no Sul (26%). Em contraponto, 36% da população do Norte/Centro-Oeste não tem medo algum, no Sul esse porcentual cobre 23% das pessoas, no Sudeste 22% e no Nordeste 27%. Os moradores do Nordeste (48%) e do Sudeste (42%) se mostram com muito medo de perder o emprego.

A maior apreensão atinge as mulheres. 42% delas afirmam ter um medo “grande ou muito grande” em comparação a 37% da população masculina. Ao mesmo tempo, 21% delas têm nenhum medo de perder o emprego e 30% dos homens também dizem não ter essa preocupação.

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