Amazonas
Polícia Federal realiza segunda etapa da operação que investiga ataque contra agente federal em Manaus por grupo de motociclistas
Durante as investigações, foi reunido um robusto conjunto probatório, composto por provas testemunhais, periciais, documentais e tecnológicas.

A Policia Federal (PF ) informou que deflagrou, na última quarta-feira (03/04), a segunda fase da Operação Última Marcha, que investiga grupo de motoqueiros que realizou ataque criminoso contra um agente de Polícia Federal, na madrugada do dia 18 de janeiro em Manaus/AM.
Durante a investigação, em que foi realizada buscas e apreensões contra os investigados, a PF apurou robusto material probatório, materializado por provas testemunhais, periciais, documentais e tecnológicas. Motocicletas foram apreendidas.
Diante dos fatos, os envolvidos poderão ser responsabilizados pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado, associação criminosa e roubo majorado, entre outros.
Nove integrantes de um grupo de motociclistas foram indiciados pela PF no inquérito que investiga agressões contra um agente da instituição, ocorridas em 18 de janeiro, na Avenida Djalma Batista, em Manaus. Entre os acusados estão o filho de um juiz, um sobrinho de desembargador, um assessor da Prefeitura de Manaus, um servidor da Defensoria Pública do Amazonas e empresários.
Câmeras de segurança registraram o momento em que os indiciados fecham o carro do policial, que é retirado do veículo e agredido com socos, pontapés e um golpe conhecido como ‘mata-leão’. Após as agressões, o grupo foge com a carteira funcional do policial. Policiais militares que passaram pelo local minutos após o crime socorreram o agente. Veja o vídeo acima.
O inquérito foi encaminhado à Justiça do Amazonas nesta semana. Nele consta que as agressões se originaram após os motociclistas terem bloqueado a via de maneira agressiva, impedindo a passagem do carro dirigido pelo policial. O agente, então, acelerou o automóvel e foi novamente fechado pelo grupo.
Entre os crimes investigados estão tentativa de homicídio qualificado, roubo qualificado, associação criminosa e omissão de socorro.
Veja abaixo a lista dos nomes indiciados e os crimes pelos quais cada um poderá responder:
Ícaro Pinheiro Braga – Participou ativamente das agressões com golpes direcionados a cabeça da vítima, além de se envolver nas tratativas para esconder as provas do crime. Pode responder por tentativa de homicídio qualificado; roubo qualificado; associação criminosa e fraude processual.
Aldo Bitencourt Cha Neto – Embora as imagens não mostrem participação direta nas agressões, há provas de que ele participou das agressões e de conversas sobre a subtração da carteira funcional. Pode responder por tentativa de homicídio qualificado (partícipe); roubo qualificado; associação criminosa e fraude processual.
Vitor Mendonça de Souza Vieiralves – Líder do motoclube e figura central na articulação do grupo criminoso, foi o responsável por instigar as agressões. Pode responder por tentativa de homicídio qualificado (partícipe); roubo qualificado; associação criminosa e fraude processual.
Leonardo de Souza Castelo Branco – Participou ativamente das agressões e assumiu papel central na ocultação da carteira funcional. Pode responder por tentativa de homicídio qualificado; roubo qualificado; associação criminosa e fraude processual.
Bruno Faria dos Santos – Participou ativamente das agressões, ficou em posse da carteira funcional da vítima e a escondeu. Pode responder por tentativa de homicídio qualificado; roubo qualificado; associação criminosa e fraude processual.
Alexsandre Linhares do Nascimento – Participou diretamente da agressão física, inclusive retirando a vítima do veículo. Pode responder por tentativa de homicídio qualificado; roubo qualificado; associação criminosa e fraude processual.
Paulo Augusto dos Santos Pereira – Foi identificado como um dos principais agressores da vítima. Pode responder por tentativa de homicídio qualificado; roubo qualificado e associação criminosa.
Thiago Coutinho Martins – Embora não tenha participado diretamente da agressão física, estava presente no local e se omitiu dos fatos. Pode responder por omissão de socorro majorada.
Jean Carlos Paula Rodrigues – Atuou na tentativa de interferir nas investigações. Pode responder por fraude processual.
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