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Amazonas

Níveis de desmatamento na Amazônia “foram muito ruins”, admite vice-presidente da República

Segundo dados do Inpe, cerca de 941,3 km² do território da Amazônia Legal foram desmatados nos três primeiros meses deste ano.

Vice-presidente da República, general Hamilton Mourão.

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (Republicanos), admitiu, nesta segunda-feira (11/4), que os índices de desmatamento da Amazônia no primeiro trimestre deste ano “foram ruins”.

Dados divulgados pelo Deter, sistema de alertas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), na última sexta-feira (8/4) mostram que 941,3 km² do território da Amazônia Legal foram desmatados nos três primeiros meses deste ano.

“Janeiro e fevereiro foram muito ruins, né, apesar de todas as operações que a Polícia Federal, a Força Nacional de Segurança, o Ibama e o ICMBio realizaram”, disse o general, que também é presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal (Cnal).

Com base em ações dos militares na região, Mourão espera uma melhora para o próximo trimestre. “Foi um período ruim, mas agora vai melhorar, porque muita gente aí foi presa, muito equipamento foi destruído ou confiscado, embargo, várias medidas foram tomadas. Acredito que agora, neste segundo trimestre, vai ter uma melhora bem significativa”, opinou.

No primeiro trimestre deste ano, 941,3 km² do território da Amazônia Legal foram desmatados, o que representou uma alta de 54%, se comparado com janeiro, fevereiro e março de 2021.

Segundo o levantamento, a Amazônia registrou 312,23 km² de desmatamento apenas em março, índice 15% menor do que o mesmo período, em 2021. Mesmo com a tímida redução, o primeiro trimestre de 2022 foi o pior registrado na série histórica do Inpe. A área equivale a quase três vezes o estado do Goias.

No começo de março, o órgão divulgou os alertas de desmatamento de fevereiro, que chegavam a 199 km². Tratou-se do maior indicador para o mês desde 2016, início da série histórica do Deter-B. Houve um aumento de 61% em comparação com fevereiro do ano passado.

Três operações de Garantia da Lei e da Ordem, com custo de mais de R$ 500 milhões, já foram feitas na região da Amazônia Legal, mas os números para a série histórica ainda não são satisfatórios. Para Mourão, mesmo com o pior trimestre em seis anos, o momento não pede uma nova GLO, porque, segundo ele, as Forças Armadas só são empregadas em “situações emergenciais”.

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“As Forças Armadas quando são empregadas é em uma situação emergencial, né? Eu acho que agora as forças disponíveis das agências e da polícia estão devidamente já motivadas e qualificadas pra fazer o trabalho que tem que fazer. Então, o apoio que as Forças Armadas vêm dando é o apoio de inteligência”, reforçou o general.

A informação é do site Metrópoles

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