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Amazonas

Morre bebê que foi encontrado com braço quebrado na UTI do Icam

O pai da criança, Carlos Izael da Costa, disse que Carlos César teve uma parada cardíaca

Morreu, na manhã de hoje (26), o bebê Carlos César Martins da Costa, de 6 meses, que estava internado em uma das Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) do Instituto de Saúde da Criança do Amazonas (Icam). Na semana passada, os pais do menino denunciaram ter encontrado o filho com o braço quebrado no leito, após a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) mudar os profissionais da empresa que prestava serviço de enfermagem intensiva, o Instituto de Enfermagem Intensivista do Amazonas (Ieti),  pela empresa Manaós Serviços de Saúde.

O pai do bebê, Carlos Izael da Costa, disse que Carlos César teve uma parada cardíaca. “Estamos tentando seguir em frente porque hoje Deus levou nosso bebê. Ele teve muitas complicações, primeiro foi o rim que parou e agora a parada cardíaca”, contou.

Os pais do bebê denunciaram que o braço da criança foi quebrado durante coleta de sangue realizada, no último dia 14, por um dos enfermeiros da unidade. O casal trouxe o filho para Manaus para receber tratamento médico, já que no município deles, em Nova Olinda do Norte, não havia condições. Carlos Izael disse que, ao visitar o filho, foi informado que o bebê tinha ossos frágeis.

Uma anotação no livro de ocorrências médicas da unidade, assinada pela enfermeira Fernanda Buarque, mostra que, no dia 14 de fevereiro, houve solicitação de um exame de raio-x e que a criança apresentava suspeita de fratura. As informações do livro também apontam que os curativos das crianças não estão sendo trocados com frequência.

Na ocasião, a Susam informou que abriu sindicância para avaliar a conduta profissional em relação ao paciente de seis meses e que “a empresa está sendo notificada e serão tomadas todas as medidas administrativas e jurídicas”.

A Susam admitiu que foi informada de irregularidades na atuação de enfermeiros contratados pela Manaós e comunicou que suspendeu a substituição do Ieti pela Manaós nas UTIs, mas, nas unidades em que já havia assumido (Icam e Hospital Infantil Dr. Fajardo), a Manaós permaneceu.

Em nota, a secretaria informou  que abriu sindicância para apurar as situações registradas nos plantões de enfermagem da empresa Manaós nas UTIs do Icam e do Hospital Infantil Dr. Fajardo.

No texto, a Susam afirma que “desde o dia 11 de fevereiro, quando iniciou o cronograma de substituição, vem recebendo relatórios com denúncias registradas nos livros de ocorrência das duas unidades. Um desses eventos, relatado no dia 15 de fevereiro, trata de lesões detectadas pela equipe médica em membro superior de um paciente de seis meses internado na UTI do Icam”.

Segundo a secretaria, o bebê morreu por infecção generalizada decorrente da complicação de seu quadro clínico, que era gravíssimo, desde sua admissão, em agosto do ano passado. No entanto, a Susam diz que “não há como fazer relação entre a causa da morte e o fato anterior”.

A criança estava internada na unidade desde 30 de agosto de 2019 em recuperação de um quadro de prematuridade associada à Gastrosquise (má formação congênita em que o intestino se forma do lado de fora do abdômen).

Ainda segundo a pasta, o bebê passou por cirurgia para correção da má formação, no pós-operatório, devido à gravidade da doença, evoluiu para um quadro de desnutrição grave e infecção de repetição, dependendo de ventilação mecânica, nutrição parenteral e cuidados intensivos.



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