Amazonas
Erro humano e condições inadequadas de embarcações são principais causas de naufrágios, apontou pesquisa na UEA
Além dos erros humanos, o monitoramento mostra que problemas mecânicos nas embarcações e condições ambientais e/ou climáticas adversas e inesperadas, como tempestades.
Erros humanos e condições inadequadas das embarcações são as principais causas de acidentes envolvendo passageiros nos rios da Amazônia. As violações das regras de procedimentos seguros para a navegação, negligência e falhas de gerenciamento são atitudes que comprometem a segurança.
A identificação das causas é de estudo de 2023, coordenado pelo professor Jassiel Fontes, da UEA (Universidade do Estado do Amazonas). Doutor em engenharia oceânica, Jassiel diz que a pesquisa pode contribuir para implementação de estratégias de prevenção de acidentes na região amazônica.
Problemas mecânicos nas embarcações e condições ambientais e/ou climáticas adversas e inesperadas, como tempestades, por exemplo, também estão entre as causas de acidentes.
Segundo o professor, foram analisados dados de revistas nacionais e internacionais, notícias e relatórios sobre naufrágios na região.
Jassiel Fontes disse que medidas simples podem prevenir acidentes e melhorar a segurança da navegação na Amazônia. Ele cita o treinamento das pessoas que trabalham na indústria naval e nas atividades de navegação, verificações contínuas sobre os procedimentos corretos de navegação e checar o estado de conservação dos barcos.
Além disso, incentivar o desenvolvimento científico e explorar tecnologias emergentes para prevenção de acidentes são formas eficazes de garantir a segurança de passageiros que utilizam o transporte hidroviário, de acordo com o pesquisador.
As medidas de prevenção devem considerar fatores regionais e particularidades geográficas como a presença de troncos, plantas e grandes bancos de areia em temporada de seca dos rios.
Denominado “Acidentes com embarcações na região amazônica: identificação de causas e alternativas de prevenção”, o estudo tem participação de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidad Nacional Autónoma de México. O projeto recebe investimento da Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas).
Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, mostram que o Amazonas registrou 608 das 1.696 mortes por acidentes de transporte por água no Brasil entre 2000 e 2024. Os registros estão classificados no código CID-10 V90, que identifica acidentes com embarcações que resultam em afogamento ou submersão.
Do total contabilizado no estado ao longo de 24 anos, 24 mortes ocorreram em Manaus. No mesmo intervalo, o país registrou 1.696 óbitos na mesma categoria, o que dimensiona a concentração proporcional do Amazonas nas estatísticas nacionais.
Relatórios da Marinha do Brasil indicam que, entre 2017 e 2021, foram registrados 1.171 acidentes e incidentes de navegação distribuídos pelos distritos navais do país. O 9º Distrito Naval, responsável pela fiscalização no Amazonas e em áreas da Amazônia Ocidental, integra esse levantamento, que aponta volume significativo de ocorrências em águas interiores.
Prevenção
Conforme destacou o pesquisador, reforçar a educação e o treinamento das pessoas que trabalham na indústria naval e nas atividades de navegação, implementar verificações contínuas sobre os procedimentos corretos de navegação e checar o estado de conservação desses veículos são iniciativas que podem prevenir acidentes. FAPEAM. O projeto é coordenado pelo pesquisador Jassiel Fontes. Foto. Érico Xavier – Fapeam
Além disso, incentivar o desenvolvimento científico e explorar tecnologias emergentes para prevenção de acidentes são formas eficazes de garantir a segurança de passageiros que utilizam o transporte hidroviário, de acordo com o coordenador.
Destaca-se que as alternativas de prevenção devem considerar fatores regionais e particularidades geográficas como a presença de troncos, plantas e grandes bancos de areia em temporada de seca dos rios.
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