Amazonas
Defesa Nacional: assinado o acordo para a implantação, em Manaus, do Instituto de Pesquisas do Exército na Amazônia
Instituto é estratégica do Exército Brasileiro para incentivar pesquisa voltada às necessidades da defesa nacional específicas da região amazônica.
O Exército Brasileiro, por meio do Instituto Militar de Engenharia (Ime), e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) assinaram, na última sexta-feira (23/01), acordo para a implantação do Instituto de Pesquisas do Exército na Amazônia (Ipeam), para o desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras voltadas à defesa, à sustentabilidade e à integração territorial da Amazônia.
O Ipeam foi formalmente instituído pela Portaria Cmt Ex nº 2.350, de 24 Out 2024, como um destacamento do Departamento de Ciência e Tecnológica (DCT) e é uma iniciativa recente e estratégica do Exército Brasileiro, visando incentivar a realização de pesquisa, desenvolvimento e inovação voltados às necessidades da defesa nacional e às especificidades da região amazônica.
Dentre as atribuições pretendidas para o Ipeam estão a de formar recursos humanos altamente qualificados e realizar pesquisa e desenvolvimento, buscando soluções inovadoras em áreas críticas e disruptivas, ou seja, que rompam padrões, tecnologias ou modelos estabelecidos para criar novos recursos.
A base do acordo também envolverá áreas técnicas e estratégicas relacionadas à ciência, tecnologia, inovação, defesa e sustentabilidade amazônica. A criação do Ipeam, segundo o Exército, vai contar com apoio técnico-científico de pesquisadores e engenheiros do Ime em atividades desenvolvidas no âmbito do Censipam, em Manaus (AM).
Além disso, serão realizados estudos, oficinas e outras ações colaborativas voltadas à geração de soluções tecnológicas aplicáveis à proteção e ao desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal.
O Ministro da Defesa, José Múcio, destacou a relevância do acordo para o fortalecimento da presença do Estado na região amazônica: “Nós estamos levando oportunidades para regiões do país onde existem poucas oportunidades. Uma obra dessa, que o Exército está levando para a região amazônica, serve para que aqueles que têm raízes lá, finquem suas raízes, criem seus filhos, estudem lá, para que possamos corrigir as profundas diferenças que separam tanto os brasileiros.”
A parceria prevê intercâmbio de pesquisadores, compartilhamento de dados e infraestrutura, além de projetos conjuntos em áreas como:
sensoriamento remoto,
modelagem ambiental,
ciência de dados e
tecnologias de defesa.
Engenheiros do Ime atuarão diretamente no local, desenvolvendo soluções para monitoramento ambiental, logística e soberania de fronteiras. Essa colaboração aproveita as capacidades consolidadas do Censipam, que integra dados de múltiplos órgãos federais para apoiar políticas públicas e combate a ilícitos.
O resultado que se espera é um ambiente de experimentação real, no qual teorias acadêmicas encontram aplicação prática na selva. Um dos pilares do projeto é a formação de mestres e doutores em áreas estratégicas, como:
inteligência artificial,
tecnologias quânticas,
biotecnologia e
transição energética, sempre adaptadas ao contexto amazônico.
A proximidade com os problemas reais da região – rios extensos, biodiversidade imensa e fronteiras vulneráveis – deve permitir que a pesquisa seja mais ágil e relevante.
Ao abordar a dimensão estratégica da cooperação, o comandante do Exército, general Tomás, enfatizou o papel da integração interinstitucional no fortalecimento da soberania nacional e na elevação do nível tecnológico na região: “Pela diversidade, preservação do meio ambiente, pelas riquezas naturais que temos, precisávamos elevar o nível tecnológico que temos na Amazônia e essa parceria vai nessa direção, é um braço do IME na Amazônia.”
O diretor-geral do Censipam, general Richard Fernandez Nunes ressaltou que a parceria potencializa a capacidade de preservação ambiental e de monitoramento estratégico da Amazônia ao unir excelência acadêmica e atuação operacional: “Aqui no Censipam, temos um órgão que tem como responsabilidade a proteção da Amazônia, por meio do Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia) , para dar sustentação a essa parceria em termos práticos. No final, quem sai ganhando é a Amazônia e o Brasil.”
Para o Exército Brasileiro, a iniciativa reforça a capacidade em C4ISR (comando, controle, comunicações, computação, inteligência, vigilância e reconhecimento) adaptado à Amazônia. É um passo para a independência tecnológica da região, reduzindo a dependência de soluções desenvolvidas à distância.
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