Amazonas
Comando Catrimani II informa prejuízos de R$ 645,3 milhões às estruturas criminosas de mineração ilegal na Terra Indígena Yanomami
O prejuízo causado pelas ações refere-se ao material apreendido ou destruído, sem contabilizar o impacto econômico decorrente da cessação das atividades ilegais
O Comando Operacional Conjunto Catrimani II, composto pela Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira, em coordenação com a Casa de Governo, informou que participou de ações que geraram um impacto econômico de R$ 645,3 milhões às estruturas criminosas de mineração ilegal na Terra Indígena Yanomami (TIY), informou o CMA. O valor compilado até o dia 21 de janeiro de 2026 contempla o total dos danos provocados pelas Forças Armadas, Órgãos de Segurança Pública e Agências que atuam na TIY.
O prejuízo causado pelas ações refere-se ao material apreendido ou destruído, sem contabilizar o impacto econômico decorrente da cessação das atividades ilegais. Soma-se a esse resultado o valor inestimável da proteção às comunidades indígenas que vivem na região, diretamente afetadas pelos danos sociais, sanitários e culturais provocados pelo garimpo ilegal, bem como a preservação da floresta Amazônica, que vinha sendo desmatada e contaminada por mercúrio.
Segundo o comunicado, a Marinha, o Exército e a Força Aérea têm papel essencial nas atividades de desintrusão de garimpeiros, inteligência e apoio logístico nas operações em áreas de difícil acesso. Desde o início da Operação, em março de 2024, o esforço integrado da Operação Catrimani II e da Casa de Governo contabilizou cerca de 9 mil ações, 49.444 abordagens e 328 prisões.
“Graças a essas medidas, as Forças Armadas contribuíram para a inutilização de 778 acampamentos clandestinos, 78 pistas de pouso ilegais e 45 aeronaves. As ações resultaram, também, na apreensão e inutilização de 232 kg de mercúrio, elemento tóxico capaz de se ligar quimicamente ao metal nobre, e de 236 mil litros de óleo diesel utilizado na operação e logística dos garimpos ilegais”, informou.
Navios de Assistência Hospitalar da Marinha levaram atendimento médico e odontológico às populações ribeirinhas e indígenas da região. Ao todo, foram atendidos 2.264 ribeirinhos e distribuídos mais de 60 mil medicamentos.
Com o intuito de apoiar os esforços do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) na reestruturação de Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI), foram realizadas diversas ações de apoio logístico, como a entrega de telhas, placas fotovoltaicas e insumos necessários para adequação das infraestruturas de atendimento à saúde indígena. Tais apoios têm a finalidade de assegurar a continuidade e integridade dos serviços de saúde prestados na TIY.
Segundo o Comando Conjunto, a presença constante das tropas é determinante para desarticular as redes criminosas que operam na TIY. Entre as medidas executadas estão a interdição de pistas de pouso clandestinas com uso de explosivos, a inutilização de dragas, motores, geradores, motosserras, antenas de comunicação e estruturas de extração mineral, bem como o bloqueio de rotas de abastecimento fluvial dos garimpos instaladas de forma indevida.
A Operação Catrimani II é uma ação conjunta entre Órgãos de Segurança Pública, Agências e Forças Armadas, em coordenação com a Casa de Governo no Estado de Roraima, em cumprimento à Portaria GM-MD N° 5.831, de 20 de dezembro de 2024, que visa agir de modo preventivo e repressivo contra o garimpo ilegal, os ilícitos transfronteiriços e os crimes ambientais na TIY.
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