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Amazonas

Caged: Amazonas perdeu 4.846 postos de trabalho com carteira assinada em maio

As cinco regiões do país perderam vagas com carteira assinada em maio. Proporcionalmente, o pior resultado foi registrado no Sul.

O Amazonas fechou 4.846 postos de trabalho com carteira assinada em maio, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e desempregados (Caged) divulgado nesta segunda-feira (29/06) pelo Ministério da Economia. O número foi menor que o de abril (-9.103) e o de março (-3.231). No acumulado do ano, foram 14.190 empregos com carteira assinada a menos no Estado, segundo o Caged, uma perda de 3,43%.

O Brasil fechou 331.901 postos de trabalho com carteira assinada em maio. Foi o pior desempenho para o mês desde o início da série histórica, em 2010. Em relação a abril (-902.841 vagas), o número melhorou.

As cinco regiões do país perderam vagas com carteira assinada em maio. Proporcionalmente, o pior resultado foi registrado no Sul, com redução de 1,1% — ou -78.667 postos de trabalho. No Sudeste, foram fechadas 180.466 vagas com carteira assinada (-0,92%).

Na sequência, vêm Nordeste (-0,82%, -50.272 empregos), Norte (-0,58%, -10.151 empregos) e Centro-Oeste (-0,39%, -12.580 empregos).

Dos 27 estados, apenas o Acre abriu vagas em maio: foram 1.127 novos empregos.

Com o resultado de maio, o corte de vagas acumulado em 2020 soma 1.144.875, o pior desempenho para o período também desde 2010.

Os números também representam um mergulho muito mais profundo que o registrado nos dois anos em que houve crise econômica. Considerando o mesmo período, foram fechadas 243.948 vagas em 2015 e 448.101 em 2016. No ano passado, foram criadas 351.062 vagas com carteira assinada no país.

Para o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, ainda que os números não sejam motivo de comemoração, o Brasil pode ficar esperançoso, uma vez que, segundo ele, as medidas tomadas pelo governo para minimizar os efeitos da crise do novo coronavírus têm sido “corretas”.

Para o governo, são positivas as comparações com os números de abril. Em maio, as contratações caíram 48% em relação ao mesmo mês de 2019, mas subiram 14% na comparação com abril. O crescimento mensal se deu em todos os setores, com destaque para construção (41,5%), agricultura (28%) e comércio (20,7%).

As demissões caíram 21% em relação a maio do ano passado e 31,9% na comparação com abril. A redução se deu especialmente no comércio (-36%), na indústria (-33,7%) e nos serviços (-33,1%).

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