Conecte-se conosco

Amazonas

Após indicação como ar mais poluído do Brasil, Manaus terá redução de poluição na próxima semana, aponta IQAir

Por volta das 6h20, a capital amazonense apresentava Índice de Qualidade do Ar (AQI) de 148, considerado prejudicial para grupos sensíveis, de acordo com a plataforma global IQAir.

Por volta das 8 da manhã desta sexta-feira (30/10), a qualidade do ar em Manaus , de acordo com a plataforma global  IQAir, caiu para 102, mas ainda era considerada “não saudável para grupos sensíveis”. A plataforma indica ainda que a qualidade do ar vai melhorar no decorrer da próxima semana, conforme dados do quadro abaixo.

Às 06:30 da manhã o  Índice de Qualidade do Ar (AQI) estava em 148, dado considerado prejudicial para grupos sensíveis, de acordo com a plataforma.

Ainda nesta sexta-feira, alcançou 51.3 µm de partículas finas (≤ 2.5 µm). A concentração é, de acordo com a plataforma,  atualmente 10.3 vezes o valor da diretriz anual da Organização Mundial da Saúde. Os poluentes são, provavelmente, decorrentes de fumaça e/ou fuligem de incêndios florestais e queima de resíduos.

Mesmo com a melhora na qualidade do ar em relação aos piores momentos da fumaça registrados recentemente, Manaus continuava na primeira posição entre as cidades com o ar mais poluído do Brasil. Municípios do interior do Amazonas registravam concentrações ainda mais altas de partículas poluentes, segundo dados do monitoramento ambiental.

O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), também apontava índices preocupantes em diferentes pontos da capital. No bairro Morro da Liberdade, por exemplo, a concentração de partículas chegou a 55,1 microgramas por metro cúbico (µg/m³).

A qualidade do ar é considerada boa pelo Selva quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³. Acima desse nível, os índices passam por classificações que variam de moderada a péssimo, conforme a escala utilizada pelo sistema.

Interior do Amazonas registra índices mais altos

Dados do Selva apontavam concentrações de partículas poluentes superiores às registradas na capital em diferentes municípios do interior. Na Vila Amazônia, em Parintins, o índice chegou a 241,2 µg/m³. Em Maués, foram registrados 181,8 µg/m³.

Confira os índices registrados:

Vila Amazônia: 241,2 µg/m³;
Maués: 181,8 µg/m³;
Parintins: 171,6 µg/m³;
Barreirinha: 129,6 µg/m³;
Itapiranga: 125,9 µg/m³;
Nhamundá: 115,6 µg/m³;
Iranduba: 85,9 µg/m³.

Queimadas no Pará podem levar fumaça ao Amazonas

Na segunda-feira (26), o governador do Amazonas, Roberto Cidade, afirmou que a fumaça das queimadas no sul do Pará pode chegar ao estado nos próximos dias. Segundo ele, os focos de incêndio estão concentrados principalmente na região de Itaituba, próxima à divisa entre os dois estados.

Durante uma coletiva de imprensa, Cidade disse que o governo do Amazonas pretende entrar em contato com o governo do Pará para discutir medidas de combate aos incêndios.

De acordo com o governador, a fumaça não deve chegar imediatamente, mas pode atingir o Amazonas em dois ou três dias.


Clique para comentar

Faça um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dezessete + 9 =