Amazonas
Amazonas registra 3ª maior retração no comércio varejista na passagem de março para abril de 2026, aponta pesquisa do IBGE
Dos oito grupos de atividades pesquisados pelo IBGE, seis apresentaram recuo nas vendas de março para abril, com destaque negativo para comércio de lubrificantes.
A decisão do STF declara a inconstitucionalidade da proibição ao adiamento do pagamento de ICMS na venda de combustíveis para distribuidoras da ZFM.
Na passagem de março para abril de 2026, na série com ajuste sazonal, o comércio varejista registrou recuo em 20 das 27 Unidades da Federação, com estaque para: Piauí (-3,9%), Goiás (-3,8%), Santa Catarina (-3,6%) e Amazonas (-3,6%). Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na média nacional, o setor de comércio recuou 1,5% na passagem de março para abril, impactado principalmente pela queda nas vendas de combustíveis. O resultado interrompe sequência de três meses de alta e representa o pior resultado desde junho de 2022 (-2,8%).
No campo positivo, figuram 6 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Roraima (1,8%), Tocantins (1,6%) e São Paulo (1,3%). O Rio Grande do Sul (0,0%) mostrou estabilidade.
Na mesma comparação, no comércio varejista ampliado, a variação entre março e abril de 2026 teve resultados negativos em 20 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Rondônia (-5,5%), Amazonas (-4,9%), Tocantins (-4,0%) e Paraná (-4,0%).
Por outro lado, no campo positivo, figuram 7 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Rio Grande do Sul (3,2%), Goiás (3,1%) e Maranhão (2,2%).
Frente a abril de 2025, o comércio varejista mostrou avanço em 20 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Pernambuco (8,9%), Tocantins (8,0%) e Distrito Federal (6,5%). No lado negativo, figuram 7 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Pará (-3,4%), Piauí (-2,8%) e Paraíba (-1,6%).
Já no comércio varejista ampliado, a variação entre abril de 2025 e abril de 2026 teve 21 das 27 Unidades da Federação apresentando crescimento, com destaque para: Goiás (13,0%), Distrito Federal (7,3%) e Mato Grosso (6,6%).
Por outro lado, 6 das 27 Unidades da Federação apresentaram resultados no campo negativo, destaque para São Paulo (-4,3%), Piauí (-3,3%), Pará (-1,3%) e Paraíba (-1,3%).
Na comparação com abril de 2025, o comércio subiu 1% na média nacional. A média móvel trimestral, que indica a tendência de comportamento, teve variação nula. No acumulado de 12 meses, o setor de comércio apresenta expansão de 1,5%.
Os resultados anunciados deixam o setor 1,5% abaixo do maior patamar já alcançado, que pertence a março de 2026.
Dos oito grupos de atividades pesquisados pelo IBGE, seis apresentaram recuo nas vendas de março para abril, com destaque negativo para comércio de lubrificantes.
Abril foi o segundo mês influenciado pelo conflito no Oriente Médio, que forçou o aumento do preço de combustíveis em todo o mundo.
Confira o desempenho das atividades:
- Combustíveis e lubrificantes: -6,2%
- Outros artigos de uso pessoal e doméstico: -4,6%
- Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -4,5%
- Móveis e eletrodomésticos: -0,8%
- Tecidos, vestuário e calçados: -0,1%
- Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: -0,1%
- Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 1,3%
- Livros, jornais, revistas e papelaria: 1,1%
- O setor de hiper e supermercados é o que apresenta maior peso em toda a pesquisa, ao representar 56,6% do comércio no país.
No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado – veículos, motos, partes e peças; material de construção; e produtos alimentícios, bebidas e fumo – o indicador caiu 0,7% de março para abril e marca alta de 1,8% no acumulado de 12 meses.
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