Amazonas
Amazonas aparece em 2º lugar em casos de violência contra as mulheres, aponta Rede Observatórios da Segurança
Os dados foram produzidos a partir de um monitoramento diário das notícias publicadas na mídia sobre violência e segurança pública
Projeto quer reduzir casos de violência contra a mulher. (Foto: Reprodução)
A cada 24 horas em 2025, aproximadamente 12 mulheres foram vítimas de algum tipo de violência. Entre os nove estados analisados, São Paulo e Amazonas lideram o ranking de ocorrências. O Amazonas aparece em segundo lugar, com 1.023 casos. É o que aponta os dados do estudo “Elas Vivem: a urgência da vida”, da Rede Observatórios da Segurança, que monitorou nove estados brasileiros ao longo do ano.

O Amazonas registrou 54 mortes de mulheres entre 2020 e 2025 — incluindo homicídios, feminicídios e transfeminicídios. Entre as 353 vítimas de violência sexual, 78,4% tinham entre 0 e 17 anos.
No estado paulista, entre 2020 e 2025 foram registrados 5.881 casos de violência de gênero, e desde 2023 o número anual ultrapassa mil ocorrências. Apenas em 2025, foram 1.065 casos, dos quais 549 foram cometidos por parceiros ou ex-parceiros das vítimas.
Segundo o levantamento, publicado pela CNN Brasil, 4.558 mulheres foram vitimadas, o que representa um aumento de 9% em relação a 2024.
Entre os tipos de violência registrados nos Estados, chamou atenção o crescimento dos casos de violência sexual e estupro. Os registros aumentaram 56,6%, passando de 602 para 961 casos. O perfil das vítimas revela um cenário alarmante: 56,5% eram crianças e adolescentes entre 0 e 17 anos.
Entre as ocorrências mais frequentes estão tentativa de feminicídio e agressão, que somaram 1.798 registros.
O estudo também analisou outros tipos de violência, como agressão verbal, cárcere privado, dano ao patrimônio, feminicídio, homicídio, sequestro e supressão de documentos, entre outros.
Os dados foram produzidos a partir de um monitoramento diário das notícias publicadas na mídia sobre violência e segurança pública. As informações coletadas em diferentes fontes foram registradas em um banco de dados, que posteriormente passaram por revisão e consolidação.
Segundo a Rede de Observatórios, esse monitoramento permite identificar casos que apresentam evidências de violência contra mulheres, mas que nem sempre são tipificados dessa forma pelas autoridades, como situações de lesão corporal, ameaças e outras formas de agressão.
Medidas protetivas
Um levantamento do FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), divulgado nesta quarta-feira (4), revela que 13,1% das vítimas de feminicídio em 16 unidades da federação analisadas possuíam uma MPU (Medida Protetiva de Urgência) vigente no momento em que foram mortas. Os dados integram a pesquisa Retrato dos Feminicídios no Brasil.
De um total de 1.127 feminicídios analisados, 148 mulheres foram mortas enquanto a medida estava vigente. Além disso, a ampla maioria das vítimas (86,9%) morreram sem nunca ter acessado uma MPU.
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