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Amazonas

AM: fila por leito hospitalar cresce mesmo com transferências de pacientes e abertura de novas vagas

Manaus tem mais de 500 pessoas na espera por um leito hospitalar em meio a severa crise de casos da covid-19 e falta de oxigênio.

A transferência de pacientes com covid-19 para outros estados e a ampliação no número de leitos em hospitais não estão sendo suficientes para reduzir a pressão sobre a rede de saúde pública do
Amazonas. Na terça-feira (26) à noite, 566 pacientes estavam à espera de uma vaga —número que
vem crescendo quase que diariamente—, 89 deles precisavam de UTI (Unidade de Terapia
Intensiva). As informações são do UOL.

O colapso no estado começou no dia 6. Pela primeira vez, o estado informou no relatório diário que já não havia mais leitos em hospitais, e uma fila de espera começou a se formar. Pacientes também passaram a ter atendimento restrito pela falta de vagas nas unidades de saúde. Sem vagas, pacientes estão improvisando tratamento em casa no estado.

Desde que o estado passou a perceber um novo aumento de casos da doença, em novembro, o
governo do Amazonas ampliou em 155% o número de leitos exclusivos para covid-19, saindo de 457 para 1.166 leitos na rede pública. Além disso, até a madrugada de segunda-feira, 302 pacientes que estavam internados foram transferidos para outros estados para tratar casos da doença.

No primeiro pico da doença, em maio, apenas um dia o número passou de 150 internações: 5 de maio, quando foram 168 pacientes hospitalizados.

A Secretaria de Estado de Saúde (Ses) afirma que a lista de espera se refere apenas a pacientes internados, que estão “recebendo assistência médica, em unidades de Serviço de Pronto Atendimento (SPAs), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), além de salas rosas e vermelhas dos Pronto Socorros, enquanto aguardam remoção para leitos clínicos e de UTI.”

Para tentar resolver o problema, a secretaria informou que os governos federal e estadual trabalham em conjunto, em diversas frentes, para ampliar o atendimento de pacientes com covid-19 no estado. “Ao todo, a SES-AM tem previsão de abrir quase 400 leitos em unidades da rede e, para isso, trabalha para equacionar a ampliação da oferta de oxigênio e de recursos humanos. Somente nesta semana 80 leitos serão disponibilizados para atendimento, na enfermaria de campanha do Hospital Delphina Aziz e no Hospital Nilton Lins, este último requisitado administrativamente pelo governo estadual”, diz.

Além disso, diz o governo, o estado informou que “trabalha medidas mais rígidas para reduzir a contaminação do vírus e diminuir a pressão sobre a rede de saúde pública e privada do Amazonas. Entre as medidas está a ampliação para 24 horas do período de restrição de circulação de pessoas no estado, durante sete dias, a partir do dia 25 de janeiro.

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