Economia
Dólar recua abaixo de R$ 5,40 e Bolsa opera estável em leve alta de 0,33%
Ministro da Fazenda, Dario Durigan, diz que governo enviará medidas para perseguir o centro da meta fiscal
A Bolsa brasileira, o dólar frente ao real e os juros devem seguir reagindo, nesta terça-feira, 27/10, aos desdobramentos das eleições presidenciais do último domingo. O dólar comercial iniciou as negociações em leve queda, abaixo de R$ 5,40. Às 10h20, era cotado a R$ 5,344, com desvalorização de 1,1%. Já a Bolsa abriu em leve alta de 0,33%, aos 177.196 pontos.
Empresas voltadas ao consumo cíclico, que mais se desvalorizaram ontem, e bancos, davam a tônica da abertura: Banco do Brasil subia 3%, enquanto Magazine Luiza, que tombou 60% na véspera, avançava 6,6%.
Os juros futuros, que tiveram forte alta ontem e motivaram a injeção de R$ 14,8 bilhões pelo Tesouro para suavizar a valorização, também operavam em baixa.
Pouco antes da abertura da Bolsa, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo vai enviar ao Legislativo medidas que garantam que o centro da meta fiscal será alcançado em 2027 e afirmou esperar ‘racionalidade’ do mercado.
No exterior, os ativos do Brasil operam com estabilidade. O EWZ, principal ETF (fundo de investimentos atrelados a ações brasileiras) negociado em NY, caía 0,23% nas negociações de pré-mercado, sinalizando que, após a ‘ressaca’ eleitoral a segunda-feira, as negociações podem ter alguma acomodação.
Nesta segunda-feira, a Bolsa brasileira despencou 13,88% e o dólar disparou para R$ 5,40 nesta segunda-feira.
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O Bradesco BBI rebaixou a recomendação para ações brasileiras de overweight (compra) para neutra, após o rali eleitoral reduzir o desconto do MSCI Brasil (índice global que acompanha as ações brasileiras).
Este desconto, que em junho era de 20% em relação à média histórica, agora é de 7%. O banco ampliou o foco em ações de exportadoras e recomendou reduzir a exposição em empresas ao crescimento doméstico.
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Movimento similar foi feito pelo Morgan Stanley, que também rebaixou o Brasil de overweight (compra) para neutra.
Já a agência de classificação de risco Fitch afirmou que a reeleição de Lula “aumenta as incertezas fiscais”, e que “a incapacidade de implementar medidas que melhorem a credibilidade fiscal e a sustentabilidade da dívida no médio prazo poderia gerar pressões negativas sobre o rating”.
O rating é a nota de risco do país. Pela escala da Fitch, o Brasil tem nota BB, o 12º nível numa escala de 22 graus. A nota atual, que tem perspectiva estável, está a dois níveis abaixo do chamado grau de investimento, um selo de bom pagador que tende a atrair mais investimentos internacionais. O Brasil perdeu este nível em 2015.
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