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Região Norte apresenta a maior proporção de consumidores inadimplentes em agosto de 2026, aponta SPC Brasil: cerca de 6,82 milhões de pessoas

Em relação ao número de dívidas, a maior alta veio da região Sul (14,62%), seguida pelo Norte (12,62%), Centro‐Oeste (10,10%), Sudeste (8,32%) e Nordeste (7,82%).

Região Norte apresenta a maior proporção de consumidores negativados em agosto de 2026, entre as regiões brasileiras. De acordo com dados do SPC Brasil, aproximadamente 6,82 milhões de consumidores estavam inadimplentes no mês de referência, o equivalente a 48,03% da população adulta regional.

No Norte, além da elevada incidência, a inadimplência apresentou crescimento expressivo no período. O número de consumidores negativados no Norte aumentou 6,38% em 12 meses, segunda maior alta regional, atrás apenas do Sul. Já o número de dívidas em atraso cresceu 12,62%, também a segunda maior variação do País. Na comparação mensal, houve recuo de 1,14% no número de consumidores inadimplentes e de 1,16% no número de dívidas.

“O dado do Norte chama atenção principalmente pela proporção de adultos negativados, que é a maior do país. Ao mesmo tempo, o crescimento anual das dívidas mostra que o desafio não está apenas no número de consumidores, mas também no volume de compromissos em atraso. Para empresas e consumidores, informação e planejamento financeiro são fundamentais para uma tomada de decisão de crédito mais segura”, afirma João Paulo Travasso Maia, Coordenador de Soluções do SPC.

O ambiente empresarial apresenta movimento semelhante. O número de empresas inadimplentes no Norte cresceu 13,18% em 12 meses, acima da média nacional de12,82%. Já o número de dívidas empresariais aumentou 16,14%, também acima dos 14,72% registrados no País.

Observando os resultados por região, o Sul apresentou a alta mais expressiva no número de inadimplentes na comparação anual, com crescimento de 8,32%, seguido pelo Norte (6,38%), Centro‐Oeste (5,06%), Nordeste (2,98%) e Sudeste (2,95%).

Brasil

O Brasil registrou em agosto de 2026, 73,71 milhões de brasileiros com contas em atraso. O dado faz parte do Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil. Este volume representa 43,90% da população adulta brasileira. A variação anual observada em agosto deste ano ficou abaixo da observada no mês anterior. Na passagem de julho para agosto, o número de devedores caiu ‐1,89%.

O crescimento do indicador anual se concentrou no aumento de inclusões de devedores com tempo de inadimplência de 4 a 5 anos (37,73%).

“A inadimplência no Brasil atingiu um patamar crítico porque deixou de ser um desvio pontual de consumo e virou mecanismo de sobrevivência. Quando a família precisa contratar crédito para pagar despesas básicas do mês, ela entra em uma espiral perigosa: o atraso deteriora a pontuação de crédito, encarece os juros e restringe o acesso ao mercado formal. O consumidor fica encurralado entre linhas emergenciais muito caras e a perda total de liquidez, um quadro grave que medidas paliativas de renegociação não resolvem sem reformas estruturais de renda e custo do crédito.”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.

Faixa etária e gênero

A maior concentração de devedores está entre 30 e 39 anos, somando 17,95 milhões de pessoas. Isso significa que mais da metade (52,97%) da população nesta faixa etária está negativada.
A participação dos devedores por sexo segue bem distribuída, sendo 51,42% mulheres e 48,58% homens.

Em agosto de 2026, cada inadimplente devia, em média, R$ 5.190,28. Além disso, cada devedor possui dívidas com cerca de 2,34 empresas credoras.

Os dados ainda mostram que quase três em cada dez consumidores (28,77%) tinham dívidas de valor de até R$ 500, percentual que chega a 40,97% quando se fala de dívidas de até R$ 1.000.

Em agosto de 2026, o número de dívidas em atraso no Brasil teve crescimento de 10,28% em relação ao mesmo período de 2025. O dado observado em agosto deste ano ficou acima da variação anual observada no mês anterior.

Na passagem de julho para agosto, o número de dívidas apresentou recuo de ‐2,04%.

Abrindo a evolução do número de dívidas por setor credor, destacou‐se a evolução das dívidas com o setor de Comunicação com crescimento de 14,94%, seguido de Água e Luz (9,15%) e Bancos (9,08%) Em outra direção, as dívidas com o setor credor de Comércio (‐1,78%) apresentaram queda no total de dívidas em atraso.

Em termos de participação, o setor credor que concentra a maior parte das dívidas é o de Bancos, com 65,80% do total. Na sequência, aparece Água e Luz (10,04%), o setor de Outros com 9,86% e Comércio com 8,32% do total de dívidas.

Na abertura por região em relação ao número de dívidas, a maior alta veio da região Sul (14,62%), seguida pelo Norte (12,62%), Centro‐Oeste (10,10%), Sudeste (8,32%) e Nordeste (7,82%).


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