Conecte-se conosco

Brasil

André Mendonça derruba sigilo sobre pagamentos de Vorcaro após pedido de Alexandre de Moraes

O ministro André Mendonça atende a uma determinação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

André Mendonça derrubou o sigilo de ação que detalha movimentações relacionadas a Daniel Vorcaro e ao Banco Master.

O ministro do STF André Mendonça derrubou o sigilo da ação que detalha a rede de pagamentos não declarados do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e do Banco Master. A decisão ocorre após o presidente da corte, Edson Fachin, solicitar o fim do sigilo ao relator.

PGR defende retirada do sigilo no caso Master

O pedido foi feito por Alexandre de Moraes a Fachin. O presidente do STF pediu um parecer da Procuradoria-Geral da República, que apresentou parecer favorável ao ministro. Segundo a PGR, por ser considerado relevante para a compreensão da totalidade do caso Master, o sigilo dos documentos da petição deve ser retirado.

Na ação tornada pública, há um relatório do Coaf. O documento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras foi enviado à Polícia Federal em fevereiro deste ano. O material também foi submetido ao STF e apresenta movimentações de empresas ligadas a Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel.

Coaf aponta movimentações ligadas a Vorcaro

A Igreja Batista da Lagoinha administrada por Zettel é uma das citadas. Segundo o Coaf, a denominação teve uma movimentação atípica de R$ 57 milhões em dezembro de 2024 a dezembro do ano passado. O cunhado de Vorcaro está preso e a igreja foi fechada em meio as investigações envolvendo Zettel, que é pastor.

Moraes pediu acesso ao material antes da sessão plenária marcada para amanhã. O ministro não detalhou o conteúdo do processo, mas disse que o caso “possui elementos essenciais” para o julgamento do dia 15, no qual os ministros vão decidir sobre a abertura de investigação contra ele. De acordo com o site UOL, a petição tem os detalhes da rede de pagamentos não declarados do Vorcaro e do Master.

STF vai analisar relação de Moraes com Vorcaro

O plenário vai analisar relatório que expôs a relação de Moraes com Vorcaro. As conversas do ministro com o ex-banqueiro se tornaram públicas no início do mês. As mensagens foram extraídas pela Polícia Federal e apontam que Vorcaro teria conversado com Moraes às vésperas de ser preso em novembro do ano passado.

A publicidade das mensagens desencadeou a crise no STF. No sábado, Fachin decidiu assumir a relatoria do caso contra Moraes, que estava com Mendonça. A mudança foi fundamentada no regimento interno do do STF, que estabelece que apurações preliminares contra magistrados da própria Corte devem ser conduzidas por seu presidente.

Mendonça permanece à frente do caso Master

Mendonça continua à frente de processo do banco Master. Como é o caso da petição em que Moraes pediu o levantamento do sigilo. Ele também conduz o inquérito que apura os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro no financiamento do filme Dark Horse, que conta a história de Jair Bolsonaro (PL).

“Tendo em vista a manifestação da Procuradoria-geral da República), acolho o pedido formulado pelo e. Ministro Alexandre de Moraes para solicitar que o e. Ministro André Mendonça promova o levantamento do sigilo da Pet 15.645”, diz Edson Fachin, presidente do STF.

Ministros se reúnem amanhã

Fachin marcou sessão plenária para amanhã, às 10h, para decidir investigação contra Moraes. Havia uma pressão de ministros próximos a Moraes para o adiamento ou cancelamento da sessão extraordinária. O grupo argumentava que um pedido de apuração contra Mendonça deveria ser julgado na mesma data.

Há críticas de uma ala do STF sobre o fim de sigilo seletivo por parte de Mendonça. O presidente do STF rejeitou os pedidos de adiamento e manteve a data do julgamento. Fachin avalia que a corte precisa dar uma resposta rápida e pública diante da gravidade das acusações contra os membros do tribunal.

Ministros recebem dados do celular de Vorcaro

Hoje, a PF entregou os dados do celular de Vorcaro a três ministros. Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin haviam pedido acesso ao conteúdo do aparelho do ex-banqueiro. Antes dos pedidos diretos à corporação, Mendonça disse que não teve acesso ao celular.


Clique para comentar

Faça um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

três − 3 =