Conecte-se conosco

Amazonas

Abrablin: Amazonas foi o 8º Estado com maior número de registros de carros blindados no primeiro semestre de 2026

Número do Amazonas significa apenas 0,11% do total nacional, de 19.138 registros de novos veículos blindados no 1º semestre de 2026.

amazonas-foi-o-8o-estado-com-m

O Amazonas foi o 8º Estado com o maior número registro de veículos blindados no primeiro semestre de 2026. Foram 21, sendo 10 em nome de pessoas jurídicas e 10 de pessoas físicas. O número significa apenas 0,11% do total nacional, de 19.138 registros de novos veículos blindados no 1º semestre de 2026, alta de 7% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC ) do Exército Brasileiro, compilados pela Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin). No acumulado desde 2020, o número de blindagens ultrapassa 183,1 mil automóveis no País.

amazonas-foi-o-8o-estado-com-m

amazonas-foi-o-8o-estado-com-mResponsável pelas autorizações e controle de blindagens no país, a DFPC registrou nos 6 primeiros meses do ano 17.290 processos para equipar carros civis com material blindado e 1.848 para adaptar veículos das chamadas OSOPs (Órgãos de Segurança e Ordem Pública), como polícias, guardas municipais e forças armadas.

São Paulo lidera o ranking nacional de blindagens no 1º semestre, com 10.307 (60% do total no país). Além de ter a maior economia, o maior mercado de carros e uma das maiores taxas de violência do Brasil, o Estado também concentra a maioria dos blindadores e fabricantes de materiais.

Em seguida, aparecem Rio de Janeiro (2.398), Paraná (991), Minas Gerais (860) e Ceará (496). Juntos, os 5 Estados registraram 15.052 blindagens, cerca de 88% do total nacional.

A presidente da Abrablin, Andréia Canassa, afirma que São Paulo recebe carros de outros Estados para fazer blindagem: “Até por questão logística, de materiais, de entrega. A gente não tem muitos fabricantes fora do Estado”.

O motivo da procura, diz Andréia, varia de acordo com a localidade. “O Nordeste tem se destacado por uma questão maior de violência. São Paulo não tem um aumento significativo de números de violência, mas existe mais a sensação [de insegurança] por conta dessas gangues de quebra-vidro, as reportagens… Hoje, por conta dessa relação de rede social, [episódios de violência] são proliferados mais rápido. Até vídeos repetidos com várias versões da mesma história. Então, a sensação de insegurança é maior”, disse Andréia Canassa ao site Poder360.

Este é o 1º ano em que a Abrablin apresenta os dados estratificados por CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo), o que permite saber quantas pessoas e empresas blindam carros no país.

Veículos vinculados a PJs (Pessoa Jurídica) responderam por 37% das blindagens no 1º semestre (6.226), enquanto PFs (Pessoa Física) representam 35% das adaptações (5.942).
Foram registrados ainda 3.055 novos processos na categoria “Comércio” –veículos blindados destinados à pronta entrega e que ficam no estoque ou showroom das concessionárias antes de serem adquiridos por um cliente.

Segundo Andréa Canassa, é possível fazer esse recorte a partir do sistema de controle do Exército, que concentra as documentações dos veículos em um só banco de dados.

“Quando eu cadastro um chassi, uma placa, ele tem várias classificações: ‘Viatura’, ‘Pessoa Física’, ‘Pessoa Jurídica’ e ‘Comércio’. A gente compara o comportamento. Por exemplo, quando eu olho para o Rio de Janeiro, eu identifico que há maior cadastramento de pessoas físicas para autorização de carro blindado. Quando eu olho para São Paulo, a grande parte é PJ, afirma.
Viaturas
Sob a gestão de Andreia, que assumiu a Abrablin no 1º trimestre, a associação mudou a metodologia para registrar as blindagens no país. Até então, os dados eram contabilizados via declaração, documento emitido ao fim dos processos. O método causava distorções porque blindagens autorizadas em um ano podiam ser entregues no ano seguinte.

“Agora consideramos por autorização. Quando pedimos autorização para o Exército, não sei se esse carro vai demandar 30 dias para blindar ou 15 dias. Com esse novo método de análise, o que eu vou considerar? É a autorização, é o início”, afirma Andréia.

Outra mudança feita pela presidente foi a divisão dos dados em mercado civil e OSOPs. Segundo Andréia, os pedidos de blindagens de viaturas, feitos via licitações públicas, impulsionaram os resultados de 2025. Ela avalia que a categoria não terá a mesma representatividade neste ano.
“2025 foi carregado por essas viaturas, foi o que alavancou todo o crescimento do ano de 2025. Não quer dizer que no ano de 2026 a gente vai ter a mesma demanda de licitações para compra de carros blindados. Ainda mais que esse ano é um ano político. Pode ser que a gente tenha uma retração, porque eles [políticos] não vão buscar dentro desse período a compra ou autorização de ofícios para carros blindados”, diz a presidente da Abrablin.


Clique para comentar

Faça um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

2 × quatro =