Amazonas
Amazonas teve notas abaixo da média nacional no Ideb 2025, aponta Ministério da Educação
No ensino médio, o Amazonas manteve a mesma nota de 2023 (3,7) mas caiu da 18ª para a 23ª posição no ranking das unidades da federação.
O Ministério da Educação (MEC) divulgou, nesta quarta-feira (05/08), os resultados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) 2025, o principal indicador de qualidade da educação no Brasil. O Amazonas teve notas 6, nos anos finais do ensino fundamental 2, que vai do 6º ao 9º; 4,9 nos anos finais do ensino fundamental 2, que vai do 6º ao 9º; e 3,8 no ensino médio, todas abaixo da média nacional.
No ensino médio, o Amazonas manteve a mesma nota de 2023 (3,7) mas caiu da 18ª para a 23ª posição no ranking das unidades da federação. No ensino profissional e técnico o Estado manteve a mesma nota de 2023 (3,7). O Estado atingiu a meta apenas nos anos finais do fundamental.
Manaus teve nota 6,4 nos anos iniciais do Ensino Fundamental (5º ano) e 5,3 nos anos finais (9º ano). Com a nota 6,4 nos anos iniciais do Ensino Fundamental, a cidade está empatada na 5ª colocação entre as capitais brasileiras no Ideb 2025.
A capital amazonense ficou atrás apenas de Teresina (6,9), Rio Branco (6,8), Florianópolis (6,7) e Goiânia (6,6), dividindo a quinta posição com Vitória (6,4). Prefeito Renato Junior anuncia que Manaus supera Rio de Janeiro e São Paulo ao registrar o melhor desempenho entre as três maiores redes municipais de ensino do Brasil
No Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb, Manaus elevou sua nota nos anos iniciais de 6,2 para 6,4. Nos anos finais, a capital avançou de 5,2 para 5,3.


Apesar de o indicador nacional apresentar os maiores patamares da série histórica, a avaliação reflete também a diferença da educação nos estados.
Para o superintendente executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques, organização sem fins lucrativos voltada à melhoria da educação pública no Brasil, os dados refletem a capacidade dos estados de dar continuidade às políticas públicas mesmo diante de mudanças de governo.
“Essa talvez seja uma das maiores lições destes 20 anos de Ideb, quando a educação se transforma em política de Estado e não apenas de governo. Os resultados aparecem e se sustentam ao longo do tempo”, afirma Henriques à CNN Brasil.
Ele dá destaque ao Paraná, Piauí, Goiás, Ceará, Espírito Santo, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Minas Gerais como territórios
que vêm apresentando trajetórias consistentes ao longo das edições da medição.
Henriques avalia também que a consolidação do avanço depende diretamente de fortalecer o planejamento, o monitoramento pedagógico e a formação de equipes técnicas, e ressalta que as redes de ensino precisam de uma estrutura institucional sólida e decisões orientadas.
“Os resultados são frutos de políticas educacionais mantidas ao longo do tempo, com metas claras, acompanhamento permanente das escolas, uso de evidências e foco na aprendizagem. Muitos estados já quantificaram taxa de aprovação muito elevada, as próximas do teto. Essa é uma conquista importante, construída ao longo de muitos anos de políticas públicas, que precisa ser preservada”, complementa. “Manter crianças e jovens na escola é condição indispensável para qualquer avanço educacional.”
Para os anos iniciais do ensino fundamental, que compreendem do 1º ao 5º ano, o indicador geral do Brasil ficou em 6,3. No entanto, alguns estados registram índices abaixo da média geral:
Amapá (5,5);
Pará (5,6);
Bahia (5,7);
Maranhão (5,7);
Rio Grande do Norte (5,7);
Sergipe (5,8);
Mato Grosso do Sul (5,9);
Roraima (5,9);
Tocantins (5,9)
Amazonas (6);
Pernambuco (6);
Paraíba (6,1);
Rio de Janeiro (6,1);
Rondônia (6,1);
Acre, Mato Grosso, Piauí e Rio Grande do Sul se mantiveram na média de 2025. Já outros oito estados e o Distrito Federal apresentaram resultado acima da média:
Alagoas (6,4);
Distrito Federal (6,4);
Goiás (6,5);
Espírito Santo (6,6);
Minas Gerais (6,6);
São Paulo (6,6);
Santa Catarina (6,7);
Ceará (6,8);
Paraná (7).
O estado que apresentou pior resultado foi o Amapá (5,5) e o melhor foi o Paraná (7).
Ensino Fundamental 2 por estado
O Paraná segue sendo o estado com o melhor resultado também nos anos finais do ensino fundamental 2, que vai do 6º ao 9º. A média geral do país foi de 5,3 e o estado da região Sul teve 5,9.
Além do Paraná, os estados que tiveram indicadores acima da média geral foram:
Espírito Santo (5,4);
Piauí (5,4);
Rio Grande do Sul (5,4);
Santa Catarina (5,4);
Minas Gerais (5,5);
São Paulo (5,5);
Ceará (5,7);
Goiás (5,7).
Alagoas ficou na média (5,3).
Os que ficaram abaixo da média foram:
Roraima (4,4);
Bahia (4,5);
Amapá (4,6);
Rio Grande do Norte (4,6);
Maranhão (4,7);
Pará (4,8);
Rondônia (4,8);
Sergipe (4,8);
Acre (4,9);
Amazonas (4,9);
Paraíba (4,9);
Tocantins (4,9);
Mato Grosso do Sul (5);
Distrito Federal (5,1);
Mato Grosso (5,1);
Pernambuco (5,1);
Rio de Janeiro (5,1).
Ensino médio
No ensino médio, a média geral do país foi de 4,5; o Paraná segue líder e foi o estado com o índice mais alto, com 5,1.
Na sequência, vêm Piauí (5), Espírito Santo (4,9), Rio Grande do Sul (4,9), Goiás (4,8), São Paulo (4,7), Pernambuco (4,7), Minas Gerais (4,6) e Pará (4,6).
Na média, ficaram Ceará e Santa Catarina.
Tiveram resultados abaixo do esperado os estados: Acre (4,2), Alagoas (4,3), Amazonas (3,8), Amapá (4), Bahia (4), Distrito Federal (4,1), Maranhão (3,9), Mato Grosso (4,4) e Mato Grosso do Sul (4,4), Paraíba (4,4), Rio de Janeiro (4,2), Rio Grande do Norte (4,2), Rondônia (4,2), Roraima (3,8), Sergipe (4,3) e Tocantins (4,3).
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