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Amazonas

Amazonas é o segundo do país com maior taxa de inadimplência no agro, aponta Serasa Experian

Serasa Experian identifica avanço do indicador em relação a 2025 e aponta crédito restrito e custos elevados entre os fatores.

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O Amazonas ocupa o segundo lugar na lista dos maiores índices de inadimplência entre os produtores rurais pessoas físicas no primeiro trimestre de 2026, com um índice de 15%. Os dados inéditos foram divulgados pelo Serasa Experian nessa 3ª feira (14.jul.2026). Antes do Amazonas, a liderança é do estado do Amapá, com 21,2% de inadimplentes. Veja a íntegra do levantamento.

Os dois estados impulsionam os indicadores para colocar a Região Norte com a maior taxa de inadimplência entre os produtores rurais pessoas físicas, com 13,2%. Na sequência aparecem o Nordeste (10,2%) e o Centro Oeste (10,1%). Já o Sudeste (7,3%) e o Sul (6,2%) apresentaram os menores índices do país, reforçando as diferenças no comportamento da inadimplência rural entre as regiões brasileiras. Veja os dados de cada Unidade Federativa (UF) no gráfico abaixo:

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Cenário nacional

A inadimplência da população rural brasileira chegou a 8,8% no 1º trimestre de 2026, segundo dados inéditos da Serasa Experian divulgados na 3ª feira (14.jul.2026). O índice subiu 1,2 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025 e avançou 0,6 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior.

O resultado indica que produtores rurais continuam enfrentando dificuldades financeiras, cenário que tende a restringir ainda mais o acesso ao crédito para custeio e investimentos no agronegócio. Isso se dá no momento em que congressistas da FPA (Frente Parlamentar do Agronegócio) e o governo travam um embate sobre a renegociação de dívidas rurais.

A Serasa Experian afirmou que o indicador considera dívidas de pessoas físicas da população rural vencidas há mais de 180 dias e contraídas junto a empresas ligadas ao agronegócio. A metodologia abrange 10,7 milhões de produtores rurais identificados por cadastros públicos e operações de crédito rural.

Segundo Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, os produtores ainda enfrentam os efeitos de um ambiente econômico adverso. “A alta gradual da inadimplência mostra que, no início de 2026, os produtores rurais ainda enfrentam desafios para recompor sua capacidade financeira”, afirmou.

O executivo declarou que custos elevados, oscilações nos preços das commodities e restrição ao crédito continuam pressionando o fluxo de caixa e a capacidade de pagamento do setor.

O levantamento mostra que produtores sem informação de registro rural apresentaram a maior taxa de inadimplência, de 11%. Em seguida aparecem os grandes proprietários rurais, com 9,9%, os médios produtores, com 8,6%, e os pequenos produtores, com 8,3%.

Recortes

O recorte por idade indica que a inadimplência está concentrada na parcela economicamente mais ativa da população rural. Os maiores índices foram registrados entre produtores de 30 a 39 anos, seguidos pelas faixas de 18 a 29 anos e de 40 a 49 anos.

A partir dos 50 anos, os percentuais diminuem gradualmente. Regionalmente, o Norte apresentou a maior taxa de inadimplência, de 13,2%, seguido pelo Nordeste (10,2%) e pelo Centro-Oeste (10,1%). O Sudeste registrou índice de 7,3%, enquanto o Sul teve o menor percentual do país, de 6,2%.

A deterioração do cenário também aparece no Agro Score, ferramenta de análise de risco desenvolvida pela Serasa Experian. A pontuação média caiu de 606 para 591 pontos entre o 1º trimestre de 2025 e o mesmo período de 2026.

Segundo a empresa, o modelo utiliza inteligência artificial e técnicas de machine learning para combinar dados financeiros, cadastrais e informações específicas da atividade rural, com o objetivo de tornar mais precisa a avaliação de risco para instituições financeiras, cooperativas e empresas do setor.


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