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Brasil

IBGE: Aumenta tempo do brasileiro na escola, mas adultos sem ensino fundamental superam com graduação

Pnad Educação, do IBGE, aponta ainda que pela primeira vez mais da metade de pretos ou pardos com 25 anos ou mais terminou o ensino médio.

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O tempo médio que um adulto com mais de 25 anos passa matriculado em instituições de ensino aumentou, mas ainda há mais brasileiros sem o ensino fundamental do que com graduação. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação de 2025, divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa mostra que, em 2025, o tempo médio que o brasileiro acima de 25 anos havia passado estudando — considerando a educação básica até o ensino superior — é de 10,2 anos. Em 2016, esse patamar era de 9,1 anos.

Os dados mostram ainda que mulheres estudam mais (10,4 anos) que homens (10) e que pessoas brancas têm acesso às instituições de ensino por mais tempo (11,1 anos) que pretos e pardos (9,5). Considerando as regiões do país, o Nordeste registra menos tempo de estudo (9), enquanto o Sudeste chega a 10,9.

Apesar do avanço, há mais pessoas sem o ensino fundamental completo do que com diploma de ensino superior. Em 2025, 25,6% dos brasileiros acima de 25 anos tinham parado de estudar antes do 5ª ano (quando a criança tem por volta de 10 anos), enquanto 21,4% já haviam concluído a graduação. No entanto, essa diferença já foi bem maior. Em 2016, esses grupos eram, respectivamente, de 33,3% e 15,4%.

Já a quantidade de brasileiros que termina pelo menos a educação básica subiu de 46% para 57,4% entre 2016 e 2025. Pela primeira vez, segundo o IBGE, mais da metade de pretos ou pardos com 25 anos ou mais (51,3%) terminou essa etapa. Em 2016, esse patamar era de apenas 38,1%. Já os brancos passaram de 54,5% para 64,9% nesse mesmo período.

Veja os destaques do IBGE

– O país tinha 8,4 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais em 2025, o que corresponde a uma taxa de analfabetismo de 4,9%. É a primeira vez que a taxa de analfabetismo fica abaixo de 5% desde 2016.

– Mais da metade dos analfabetos (4,8 milhões de pessoas) estava no Nordeste, com uma taxa de 10,6%.

– A população com 60 anos ou mais era mais da metade (58%) do total de analfabetos em 2025. Eram 4,9 milhões de pessoas que não sabiam ler e escrever um bilhete simples.

– Ainda na população com 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo das mulheres (13,7%) passou a ser menor que a dos homens (14,1%) pela primeira vez. Já a taxa de analfabetismo de pretos ou pardos (20,6%) era quase três vezes superior à de brancos (7,3%) nesse grupo etário.

– Sem considerar a população idosa, a taxa de analfabetismo caiu para 2,6% entre pessoas de 15 a 59 anos.

– Pela primeira vez, mais da metade de pretos ou pardos com 25 anos ou mais (51,3%) tem o ensino médio completo.

– No Norte, 35,2% dos bebês de 0 a 1 ano e 44,5% das crianças de 2 a 3 anos estavam fora da creche por falta de escola/creche na localidade, falta de vaga ou a não aceitação da matrícula por causa da idade da criança. No Nordeste, os percentuais foram 36,1% e 37,2%, respectivamente.

– Proporção de crianças de 6 a 14 anos na etapa ideal (ensino fundamental) bate meta (96,1%) do Plano Nacional de Educação (PNE), mas não retorna aos níveis pré-pandemia.

– Homens (77,4%) e pessoas pretas ou pardas (77,8%) de 15 a 17 anos têm menos frequência no ensino médio do que mulheres (84%) e pessoas brancas (84,9%).

– Proporção de brancos de 18 a 24 anos com nível superior e que não frequenta instituição de ensino (6,2%) é mais que o dobro de pretos ou pardos (3,0%)

– Maiores percentuais de abandono escolar ocorrem a partir dos 16 anos: 18,5% deixaram a escola nessa idade, 20,0% aos 17 anos e 17,6% aos 18 anos.

– Um em cada quatro jovens (25,6%) de 14 a 29 anos não tem interesse em estudar.

– Trabalho (26,2%) e gravidez (24,7%) são principais motivos para mulheres de 14 a 29 anos abandonarem estudos.

– O Brasil tinha 46,6 milhões de jovens com 15 a 29 anos de idade em 2025, e 17,5% deles não estavam trabalhando, não estudavam no ensino regular e nem frequentavam algum curso de qualificação profissional. Essa proporção recuou 4,9 pontos percentuais (p.p.) frente a 2019, quando 22,4% dos jovens do país não trabalhavam, nem estudavam ou se qualificavam.
Frente a 2024, quando 18,2% dos jovens do país estavam naquela condição de trabalho e estudo, houve redução de 0,7 p.p.

– O total de jovens que não estavam ocupados, não estudavam e nem se qualificavam caiu de 11,0 milhões em 2019 para 8,2 milhões em 2025, uma redução de 25,9%, no período. Frente a 2024, quando havia 8,6 milhões de jovens nessa condição, a queda foi de 4,8%.

– Cerca de 22,8% das mulheres jovens não estavam ocupadas, nem estudando ou se qualificando, enquanto entre os homens, esse percentual foi quase a metade: 12,4%.

– O percentual de jovens pretos ou pardos (19,8%) que não estudavam e não estavam ocupados nem se qualificando foi 5,8 p.p. maior que o de jovens brancos (14,0%) na mesma condição.

– Em 2025, cerca de 14,2% da população com 14 anos ou mais (ou 24,8 milhões) frequentaram algum curso de qualificação profissional


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