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Brasil

Mais de 10 mil famílias de UCs da Amazônia receberam apoio do ICMBio e MDS após seca de 2025

Operação articulada garantiu assistência emergencial a comunidades isoladas em 21 Unidades de Conservação federais em quatro estados do Norte brasileiro.

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O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio da Coordenação de Emergências Climáticas e Epizootias (COECE/CGPEQ/DIBio) junto ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), concluiu a entrega de cerca de 24 mil cestas básicas para mais de 10 mil famílias residentes em 21 Unidades de Conservação (UCs) federais da Amazônia.

A seca de 2025 impôs um cenário severo na região amazônica, com rios em níveis historicamente baixos, comunidades isoladas e dificuldades crescentes para a manutenção das atividades cotidianas. Em muitas localidades, a redução da navegabilidade comprometeu o transporte fluvial — principal meio de deslocamento e abastecimento dessas populações — além de afetar diretamente a pesca artesanal, a agricultura de subsistência e o acesso a alimentos, medicamentos e serviços básicos.

Diante desse contexto, a resposta foi estruturada de forma articulada entre diferentes órgãos do Governo Federal. O MDS atuou no apoio à assistência das famílias atingidas, viabilizando a aquisição e disponibilização das cestas básicas, enquanto o ICMBio coordenou tecnicamente a operação, organizando prioridades, rotas logísticas e a mobilização das equipes locais responsáveis pela distribuição nas Unidades de Conservação.

A atuação envolveu servidores das UCs, equipes técnicas e articulação com comunidades locais para garantir que os alimentos chegassem a áreas de difícil acesso, muitas delas alcançadas apenas por longos deslocamentos fluviais em condições adversas. Em diversos trechos, o baixo nível dos rios exigiu adaptações logísticas e redobrada atenção das equipes em campo.

No estado do Pará, por exemplo, mais de 4 mil famílias foram atendidas nas Reservas Extrativistas Renascer e Verde para Sempre, duas das unidades mais impactadas pelos efeitos da estiagem prolongada.

José Domingos Garcia Inácio, coordenador no Núcleo de Gestão Integrada (NGI) Cruzeiro do Sul, no Acre, destacou o empenho das comunidades em auxiliar no processo e a importância desta ação às famílias, não apenas pela garantia material da alimentação, mas da tranquilidade emocional quanto à segurança nutricional dos filhos.

“Isso foi muito importante, muito gratificante, e espero que o Governo Federal possa continuar auxiliando a população que mais precisa nessas unidades de conservação. A gente observa, é muito ‘sacrificoso’, dificultoso chegar nos locais, mas a comunidade se empenha, ajuda”, relata José Domingos.

O NGI integra três UCs federais: As Reservas Extrativistas do Alto Juruá e Riozinho da Liberdade e o Parque Nacional da Serra do Divisor.

Coordenação técnica e presença institucional

“O MDS é o parceiro do ICMBio para viabilizar a aquisição e disponibilização dos alimentos e a nossa resposta representa a integração entre política ambiental e política social na atuação coordenada diante das emergências climáticas”, afirma Claudia Sacramento, coordenadora da COECE.

A intensificação dos eventos climáticos extremos tem ampliado os desafios enfrentados pelas populações que vivem em territórios protegidos da Amazônia. Segundo projeções da Organização Meteorológica Mundial (OMM), o período entre 2015 e 2025 configurou a década mais quente já registrada, cenário que contribui para o aumento da frequência e intensidade de secas severas.

Nesse contexto, o Instituto priorizou a resposta à seca amazônica nas Unidades de Conservação federais, integrando informações operacionais, monitoramento territorial e apoio à mobilização de equipes e recursos. A atuação buscou assegurar assistência emergencial às populações mais vulneráveis e fortalecer a capacidade de resposta institucional diante dos impactos crescentes das mudanças climáticas na Amazônia.

Unidades e famílias contempladas

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