Mundo
Risco do surto de hantavírus para a população global segue ‘absolutamente baixo’, reforça porta-voz da OMS
Organização reforça que vírus pode ser grave para infectados, mas descarta ameaça ampla à população mundial
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta sexta-feira,08/05, que o risco de propagação do hantavírus para a população mundial é “absolutamente baixo”, em meio ao monitoramento internacional do surto ligado ao cruzeiro MV Hondius.
“Trata-se de um vírus perigoso, mas apenas para a pessoa realmente infectada. Quanto ao risco para a população em geral, ele continua extremamente baixo”, declarou à imprensa em Genebra o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier.
A manifestação reforça a avaliação já apresentada pela agência da ONU nos últimos dias, em que autoridades sanitárias vêm descartando cenário comparável ao início da pandemia de Covid-19, apesar da confirmação de casos ligados à cepa Andes — variante rara do hantavírus associada, em situações muito específicas, à transmissão entre humanos por contato muito próximo.
Novos casos e surto ‘limitado’
Segundo a agência global, novos casos de hantavírus ainda podem surgir após o surto. Apesar disso, a agência avalia que o avanço da doença deve ser “limitado” se medidas sanitárias forem mantidas
No centro de um alerta sanitário internacional desde o fim de semana, o navio segue em direção à ilha espanhola de Tenerife, nas Canárias, onde, a partir da próxima semana, está prevista a retirada de cerca de 150 passageiros e tripulantes.
Não existe vacina nem tratamento específico contra o hantavírus, infecção geralmente associada ao contato com roedores. No caso do MV Hondius, exames identificaram a cepa Andes — a única variante conhecida com registros de transmissão de pessoa para pessoa em situações de contato muito próximo.
— Até hoje, foram registrados oito casos, incluindo três mortes. Cinco desses oito casos foram confirmados como causados pelo hantavírus, e os outros três são suspeitos — informou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em Genebra.
Como o período de incubação da cepa Andes pode chegar a até seis semanas, “é possível que mais casos sejam relatados”, acrescentou.
Os três mortos ligados ao cruzeiro — que partiu em 1º de abril de Ushuaia, na Argentina, rumo a Cabo Verde — são um casal de holandeses e uma passageira alemã.
Atualmente, há passageiros hospitalizados ou sob vigilância médica nos Países Baixos, Suíça, Alemanha e África do Sul.
Origem do contágio segue indefinida
A origem do foco ainda é desconhecida. Segundo a OMS, o primeiro contágio ocorreu antes mesmo do início da expedição, já que o primeiro passageiro morto — um holandês de 70 anos — apresentou sintomas em 6 de abril, poucos dias após o embarque.
Ele e a esposa haviam viajado por Chile, Uruguai e Argentina antes de entrar no navio.
O Ministério da Saúde do Chile afirmou que é improvável que o casal tenha sido infectado em território chileno, já que a passagem pelo país ocorreu “em um período que não corresponde ao de incubação”.
Já as autoridades sanitárias argentinas disseram que, “com as informações fornecidas até o momento (…) não é possível confirmar a origem do contágio”.
O hantavírus é endêmico em algumas regiões da Argentina, especialmente ao longo da Cordilheira dos Andes, onde vêm sendo registrados cerca de 60 casos anuais nos últimos anos.
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