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Economia

Setor público tem déficit de R$ 16,4 bilhões em fevereiro, e dívida se aproxima de 80% do PIB, aponta BC

Rombo recua ante 2025, mas juros e passivo seguem em trajetória de alta.

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O setor público brasileiro, que reúne União, estados, municípios e estatais, registrou déficit primário de R$ 16,4 bilhões em fevereiro, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira. Apesar de negativo, o resultado é melhor do que o registrado no mesmo mês de 2025, quando o rombo foi de R$ 19 bilhões.

O resultado primário mede a diferença entre receitas e despesas do governo, sem considerar os gastos com juros da dívida. Quando há déficit, significa que o governo gastou mais do que arrecadou.

O desempenho de fevereiro foi puxado principalmente pelo resultado negativo do Governo Central (Tesouro, Previdência e Banco Central), que teve déficit de R$ 29,5 bilhões. Já os governos regionais (estados e municípios) ajudaram a conter o resultado, com superávit de R$ 13,7 bilhões, enquanto as estatais tiveram déficit de R$ 568 milhões.

No acumulado de 12 meses, o setor público registra déficit de R$ 52,8 bilhões, o equivalente a 0,41% do Produto Interno Bruto (PIB), uma leve melhora em relação ao mês anterior.

Juros seguem pressionando as contas

Mesmo com a melhora no resultado primário, os gastos com juros continuam sendo o principal fator de pressão nas contas públicas.

Em fevereiro, o país pagou R$ 84,2 bilhões em juros da dívida — valor maior do que no mesmo mês do ano passado (R$ 78,3 bilhões). Esse aumento está ligado, principalmente, ao nível elevado da taxa básica de juros (Selic), à inflação e ao crescimento da própria dívida.

Quando se somam os juros ao resultado primário, chega-se ao chamado resultado nominal, que mostra o impacto total das contas públicas. Nesse caso, o déficit foi de R$ 100,6 bilhões em fevereiro.

No acumulado de 12 meses, o rombo nominal chega a R$ 1,09 trilhão, o equivalente a 8,48% do PIB.

Dívida cresce e se aproxima de 80% do PIB

Os dados do Banco Central também mostram que o endividamento do país continua em alta.

A dívida bruta do governo geral — que inclui União, INSS e governos regionais — atingiu 79,2% do PIB em fevereiro, somando R$ 10,2 trilhões. Houve aumento em relação ao mês anterior, puxado principalmente pelos gastos com juros.

Já a dívida líquida do setor público chegou a 65,5% do PIB (R$ 8,4 trilhões), também em trajetória de alta.


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