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Guerra no Irã: países ricos vão liberar 400 milhões de barris de petróleo de reservas estratégicas
Volume é recorde. Intervenção deste tipo foi realizada antes na invasão da Ucrânia, após o furacão Katrina e na Guerra do Golfo.
A Agência Internacional de Energia (AIE) concordou em liberar 400 milhões de barris de petróleo de reservas emergenciais, a maior liberação já realizada, enquanto governos tentam conter um aumento nos preços de energia provocado pela guerra no Oriente Médio.
“Os desafios do mercado de petróleo que estamos enfrentando são sem precedentes em escala”, disse o diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, em um comunicado nesta quarta-feira. “Os países membros da AIE responderam com uma ação coletiva de emergência de tamanho igualmente sem precedentes.”
A decisão foi unânime, afirmou Birol, sem detalhar o ritmo em que o petróleo será liberado.
O petróleo chegou a quase US$ 120 por barril em Londres no início desta semana, enquanto os fluxos pelo estratégico estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, permaneciam essencialmente interrompidos. Desde então, os contratos futuros recuaram — em parte pela expectativa de que os governos recorreriam às suas reservas de petróleo.
Nesta quarta-feira, o preço do petróleo chegou a cair, mas está sendo negociado em alta. Por volta das 11h40, o Brent, referência internacional, era negociado a US$ 89,71 por barril, com alta de 2,18%, enquanto o tipo Texas (WTI) subia 1,97%, a US$ 85,09.
A AIE, que coordena liberações de estoques para países da Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE) afirmou que seus 32 membros possuem mais de 1,2 bilhão de barris em estoques públicos de emergência, incluindo a maior reserva, dos Estados Unidos. Há ainda outros 600 milhões de barris em estoques da indústria mantidos sob obrigação governamental.
A AIE já ajudou a implementar cinco intervenções desse tipo: na preparação para a Guerra do Golfo de 1991, após os furacões Rita e Katrina em 2005, após o início da guerra civil na Líbia em 2011 e duas vezes em 2022 em resposta às interrupções relacionadas à guerra na Ucrânia.
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