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Brasil

Com concursos e recomposição, setor público puxa ocupação recorde no Brasil

O grupo que reúne setor público, saúde, educação e serviços sociais cresceu 6,2% no período, o que significa a entrada de 1,1 milhão de pessoas nessas atividades.

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O setor público, impulsionado por saúde e educação, liderou a criação de vagas no Brasil no último ano e levou a ocupação a um nível recorde.

A população ocupada bateu o recorde de 102,7 milhões de pessoas. O número representa um aumento de 1,7 milhão de trabalhadores entre janeiro de 2025 e janeiro deste ano, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O avanço resultou no maior contingente de profissionais de toda a série de Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada desde 2012.

A administração pública puxou o crescimento. O grupo que reúne setor público, saúde, educação e serviços sociais cresceu 6,2% no período, o que significa a entrada de 1,1 milhão de pessoas nessas atividades.

A taxa de desemprego caiu para 5,4%. Esse é o menor patamar para um trimestre encerrado em janeiro desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.

Saúde e educação garantem estabilidade no emprego. Adriana Beringuy, coordenadora da Pnad, explica que essas áreas prestam serviços contínuos e sofrem menos com oscilações da economia. “Os elevados patamares de trabalhadores são praticamente permanentes”, afirma.

Houve uma recomposição de vagas que estavam represadas. Para Humberto Aillon, professor da Fipecafi, o recorde tem relação direta com a reabertura de cargos públicos que estavam congelados.

A volta dos concursos e programas sociais foi decisiva. Aillon avalia que as contratações foram essenciais para reforçar equipes do INSS e de assistência social. “Por mais que muitas vezes só se pense na dinâmica do valor disponibilizado pelo programa social, há toda uma dinâmica de estrutura necessária ali para suportar esses programas”, diz.

Impacto das eleições

O ano eleitoral deve manter o setor aquecido. Segundo o professor da Fipecafi, o volume de profissionais na administração pública tende a crescer em períodos de troca de governo nas esferas Executiva e Legislativa.

O aumento de contratações é histórico. Aillon explica que esse movimento de alta ocorre independentemente da ideologia dos governos em anos de eleição.

Evolução estimulou a menor taxa de desemprego da história. Com o aumento da população ocupada, o Brasil fechou o trimestre até janeiro com 5,4% de desocupados, o menor patamar para o mês em toda a série da Pnad Contínua, coletada desde 2012. Na comparação com todos os períodos do ano, a menor taxa foi apurada em dezembro do ano passado, quando 5,1% da população buscava, sem sucesso, uma colocação profissional.


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