Brasil
LOA de 2026 autoriza criação e provimento de cargos, além de gratificações no funcionalismo
No caso do Poder Executivo, que concentra maior parte dos servidores da máquina pública, lei permite mais de 38 mil novas vagas, 78% para Educação e até 79.800 provimentos.
A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 autorizou a criação e o provimento de cargos, funções e gratificações nos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), na Defensoria Pública da União (DPU) e no Ministério Público da União (MPU).
Sancionada no último dia 15, a LOA autorizou a criação de até 38.481 cargos efetivos no Poder Executivo federal, que concentra a maior parte de servidores públicos da administração pública. Do número total de novas vagas, 78% são voltadas para a área de Educação.
Além disso, foram criadas 36.980 gratificações exclusivas para servidores do Executivo, cuja implementação está associada à reestruturação das carreiras administrativas previstas no Projeto de Lei (PL) 6.170/2025, enviado ao Congresso Nacional em 2025.
Ainda no Poder Executivo federal, a LOA autorizou até 79.800 provimentos, dos quais:
11.300 são cargos efetivos vagos de diferentes órgãos e áreas da Administração
22.600 em bancos de professores e técnicos administrativos da Educação
36.900 referentes às gratificações de servidores em cargos já ocupados
8.200 em fixação de efetivos militares, referente à mudança de patente e progressão de carreira para agentes já na ativa
578 provimentos para as forças de Segurança Pública do Distrito Federal (DF)
Criação de cargos x provimento
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) explicou que os números sobre criação de cargos e provimento são apresentado separadamente porque a criação de cargos antecede o provimento. Diferente da gratificação, que a LOA já traz a criação e a proposta de provimento.
No caso dos provimentos previstos para este ano, estão as 3.600 novas vagas da segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU) e ao menos 22,.500 vagas na área da Educação, voltadas para a formação das equipes dos novos Institutos Federais de Educação.
O MGI lembra que o LOA tem caráter autorizativo, ou seja, ela prevê as despesas que podem ser executadas.
Para o poder Executivo, a lei reserva cerca de R$ 1,5 bilhão em despesas primárias para provimentos de cargos efetivos, R$ 1,8 bilhão para o banco de professores e técnicos na educação, R$ 378 milhões para a progressão de carreira dos militares, R$ 545 milhões para o pagamento de 36.980 gratificações exclusivas criadas, e R$ 42,6 milhões para a fixação do efetivos das forças do DF.
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