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Brasil

Estatais federais seguem com rombo e registram déficit de R$ 5,9 bilhões em 2025, aponta BC

O resultado negativo é o segundo maior da série histórica, ficando atrás apenas do ano passado, quando houve um déficit recorde de R$ 6,7 bilhões.

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As empresas estatais federais registraram um déficit de R$ 5,9 bilhões em 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central (BC). O resultado negativo é o segundo maior da série histórica, ficando atrás apenas do ano passado, quando houve um déficit recorde de R$ 6,7 bilhões.

O levantamento não leva em conta grandes empresas federais como Petrobras e Eletrobras, que saíram do indicador em 2009, por terem regras que se assemelham a empresas privadas de capital aberto.

O indicador caminhava para um novo recorde, acumulando um déficit de R$ 6,3 bilhões entre janeiro e novembro, mas apresentou recuperação no último mês do ano, fechando 2025 com R$ 5,9 bilhões.

O argumento do governo tem sido de que o déficit demonstrado pelo BC reflete um programa de investimentos mais acelerado nas empresas.

O segundo ano do governo Lula com resultado negativo nas estatais acontece em meio a uma crise financeira dos Correios. Mesmo com um plano de recuperação apresentado ao final do ano, a empresa deve apresentar um déficit de em torno de R$ 9 bilhões em 2025. A tendência é que haja um prejuízo ainda maior no ano que vem, segundo o presidente da empresa. Os Correios só devem voltar a dar lucro a partir de 2027.

A Eletronuclear também apresenta problemas de caixa. A estatal responsável pelas usinas nuclear de Angra pediu um socorro de R$ 1,4 bilhão ao governo federal para fechar as contas em 2025.

Cálculo diferente

O Ministério da Gestão e Inovação dos Serviços Públicos (MGI) tem seu próprio indicador, que considera os lucros dos bancos públicos e Petrobras. Segundo o boletim das estatais, foi registrado um lucro líquido de R$ 136,3 bilhões, com alta de 22,5% sobre igual período de 2024. A Petrobras representa quase 70% deste montante sozinha.

O dado do BC considera um universo de 20 empresas não dependentes e não leva em conta os dados de Petrobras e bancos públicos, os números do MGI capturam todo o universo das empresas.

Também há uma diferença na conta: um calcula o déficit ou superávit e outro um prejuízo ou lucro, que são coisas diferentes (o primeiro é resultado de receitas e despesas em determinado período, enquanto lucro ou prejuízo considera uma série de outras questões para além do fluxo de caixa).


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