Conecte-se conosco

Brasil

CNJ arquiva pedido de deputado para apurar elo entre Toffoli e resort

Corregedoria diz não caber ao órgão fiscalização disciplinar de ministros do STF, como solicitava Sanderson (PL-RS) em relação ao relator do caso Banco Master.

cnj-arquiva-pedido-de-deputado

A Corregedoria Nacional da Justiça, vinculada ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça), decidiu pelo arquivamento de um pedido de apuração de “possível infração disciplinar” à Loman (Lei Orgânica da Magistratura) pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli, relator do caso do Banco Master na Corte, pedia pelo deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS).

Em ofício, o parlamentar solicitava instauração de procedimento e levantamento de informações sobre eventual elo entre o magistrado e o Tayayá Resort, no interior do Paraná.

O pedido de providências protocolado no CNJ está sob sigilo, mas a CNN apurou que já foi tomada a decisão pela corregedoria, comandada pelo ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Mauro Campbell, de não reconhecer a solicitação como cabível – já há jurisprudência no sentido de que o STF não se submete à fiscalização disciplinar do conselho.

No ofício, o deputado não faz menção direta ao caso Master, mas reúne notícias publicadas pela imprensa sobre a presença de Toffoli no resort, além de negociações sobre participação societária no empreendimento que envolvia familiares do ministro do STF.

O parlamentar também fez pedido semelhante à PGR (Procuradoria-Geral da República) – na semana passada, o titular do órgão, Paulo Gonet, arquivou solicitações semelhantes, mas ainda vai analisar o ofício do deputado gaúcho.

Na semana passada, o presidente do STF, Edson Fachin, divulgou nota na qual deu respaldo a Toffoli como relator do caso e fez uma defesa institucional da Corte, ao afirmar que o Supremo “não se curva a ameaças ou intimidações”.


Clique para comentar

Faça um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

doze + dez =