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EUA registram mais migrantes saindo do que entrando pela primeira vez em 50 anos, aponta estudo

Estudo da Brookings Institution, divulgado nesta terça-feira, atribui reversão às políticas migratórias mais rígidas adotadas no segundo mandato de Trump; Tendência deve persistir em 2026.

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Pela primeira vez em ao menos meio século, os Estados Unidos registraram migração líquida negativa, com mais pessoas deixando o país do que entrando. A constatação é de um estudo da Brookings Institution, divulgado nesta terça-feira, que atribui a reversão às políticas migratórias mais rígidas adotadas no segundo mandato do presidente Donald Trump. Segundo o relatório, a tendência deve persistir em 2026 e provocar impactos relevantes na economia americana.

Migração líquida é a diferença entre o número de pessoas que entram e as que saem de um país. De acordo com a análise, em 2025 o contingente de imigrantes que deixou os EUA provavelmente superou o de novos entrantes. “O primeiro ano do segundo mandato de Trump foi marcado por mudanças radicais na política migratória, o que resultou em uma desaceleração significativa da migração líquida para os Estados Unidos”, afirma o estudo.

O relatório detalha que “a migração líquida provavelmente foi próxima de zero ou negativa durante o ano de 2025, pela primeira vez em pelo menos meio século”, com estimativas que variam entre menos 10 mil e menos 295 mil pessoas. A Brookings projeta que o movimento continue no próximo ano. “Embora persista um alto grau de incerteza política, também é provável uma migração líquida negativa em 2026”, acrescenta.

Os autores alertam para os efeitos macroeconômicos da desaceleração migratória. “A desaceleração implica um menor crescimento do emprego, do PIB e do consumo”, diz o estudo, ao destacar que o crescimento da população em idade ativa nascida nos EUA tem sido fraco nos últimos anos e que quase toda a expansão recente da força de trabalho decorre da imigração.

Além de suprir mão de obra, os imigrantes também impulsionam a demanda por bens e serviços, ressalta o relatório. Os pesquisadores, porém, fazem uma ressalva metodológica ao afirmar que “as recentes reduções na transparência dos dados tornam as estimativas mais incertas”.


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