Brasil
‘Gatonet’ atinge 8 milhões de usuários e movimenta R$ 2 bilhões por ano no Brasil
No País, “gatonet” é um termo que se refere à recepção não autorizada do sinal de TV por assinatura.
O mercado de aparelhos ilegais de IPTV, conhecidos como “TV Box” e “Gatonet” — usados para acessar serviços de streamings de vídeo e TV por assinatura — já atinge 8 milhões de usuários e movimenta R$ 2 bilhões por ano no Brasil, segundo dados Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Apenas em 2025, foram removidos cerca de R$ 166 milhões em produtos piratas do mercado digital.
No País, “gatonet” é um termo que se refere à recepção não autorizada do sinal de TV por assinatura. Os equipamentos recebem o sinal de canais pirateados como se fossem serviço de streaming. Muitas dessas plataformas são acessadas em TV boxes, também conhecidas como aparelhos de IPTV e caixinhas de TV, que permitem assistir a conteúdos exclusivos pela televisão.
Os aparelhos podem ser usados no Brasil, mas precisam de homologação da Anatel. A lista de dispositivos autorizados pela agência pode ser encontrada no site da agência, aplicando o filtro “Tipo de produto” e selecionando “Smart TV Box”.
“O processo de homologação é realizado para garantir que o equipamento atenda aos requisitos técnicos definidos pela Anatel em relação à emissão de radiofrequências, à segurança cibernética e ao uso regular das redes de telecomunicações”, afirmou a agência.
De acordo com um levantamento efetuado pela Anatel a pedido do O DIA, cerca de 4 milhões a 6 milhões de usuários utilizam IPTV pirata de forma recorrente no país, podendo chegar a 8 milhões se considerados usuários ocasionais ou compartilhamento de acessos.
A agência ressalta que o número de usuários do serviço pirata não é direta, porque é uma atividade clandestina. Por isso, a estimativa é feita de forma técnica a partir da combinação de métodos indiretos.
“Com base na combinação de dados de infraestrutura técnica, análise econômica, pesquisas amostrais e comparação com o mercado legal”, explicou a Anatel.
Quando o consumidor utiliza serviços piratas, o mercado legal deixa de faturar valores expressivos, estimados atualmente entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões por ano.
Segundo a agência de telecomunicações, o número de usuários de dispositivos piratas possui maior concentração nas regiões Sudeste e Sul. O Rio de Janeiro ocupa o terceiro lugar, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais.
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