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Economia do Amazonas desacelerou no terceiro semestre de 2021, diz Boletim do Banco Central

De acordo com o BC, a atividade econômica no Norte não repetiu o bom desempenho observado no trimestre anterior.

Movimento de vendas aumentou com o avanço da vacinação. (Foto: Fernando Frazão Ag.B)

De acordo com o Boletim Regional do Banco Central (BC), divulgado nesta quarta-feira (24/11), o Amazonas foi o estado que mais contribuiu com o resultado de desacelaração da economia na Região Norte no terceiro trimestre. A queda da atividade econômica no Estado foi de 3,1%.

De acordo com o BC, a atividade econômica no Norte não repetiu o bom desempenho observado no trimestre anterior. O recuo na margem refletiu a desaceleração na indústria e no comércio, impactados pela limitação da oferta de insumos na cadeia produtiva. Por outro lado, a recuperação gradual do mercado de trabalho, além do patamar elevado das cotações das commodities minerais e agrícolas favoreceram a economia da região.

Nesse cenário, o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-N)
recuou 1,0% no terceiro trimestre do ano, influenciado pelas retrações no Amazonas e Pará (0,9%). Em doze meses, o IBCR-N acumulou expansão de 4,0%.

As vendas do comércio reverteram crescimento assinalado no intervalo anterior. O Norte encerrou o terceiro trimestre com recuo de 0,7% no comércio ampliado (+9,7% no segundo), com quedas em cinco dos sete estados da região. Dados do licenciamento de automóveis e comerciais leves2, proxy das vendas de veículos, também registraram retração (6,4%), diretamente impactada pela menor oferta da indústria automotiva.

Em serviços, apesar do arrefecimento da intensidade da recuperação na margem, o setor registrou expansão no terceiro trimestre. Houve aumentos em quatro estados, principalmente no Amazonas. Usando dados das compras com cartão de débito como proxy para o comportamento dos serviços às famílias, os segmentos inicialmente mais afetados pelas restrições de mobilidade, como o turismo, lazer e serviços pessoais vêm mostrando recuperação mais intensa.

No mercado de trabalho formal, o saldo na geração de vagas vem crescendo ao longo do ano. No terceiro trimestre alcançou 58,3 mil, superior ao alcançado no mesmo período de 2020, segundo dados do Caged. Por Unidade da Federação (UF), o Pará, responsável por quase metade da criação de vagas no período, continua se destacando. Sobressaíram as atividades do comércio, administrativas e serviços complementares, construção civil e indústria de transformação. No acumulado em doze meses, houve geração líquida de 166,9 mil postos de trabalho formais. A taxa de desocupação no Norte caiu de 5 14,8% no primeiro trimestre para 14% no segundo .

A produção industrial da região, em linha com o ocorrido na indústria nacional, contraiu no trimestre. A indústria geral recuou 1,5% no período6, influenciada pela indústria de transformação (-8,0%), onde a inflexão foi generalizada entre os segmentos, com exceção de borracha e material plástico (15,2%) e produtos de madeira (19,7%). As atividades que apresentaram as maiores contrações foram equipamentos de transporte no Amazonas e produtos alimentícios no Pará. A utilização da capacidade instalada da indústria do Amazonas cresceu 0,8 p.p. no trimestre encerrado em setembro, situando-se em 77,9%.

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