Notícias
Comandante de embarcação é preso após naufrágio em Manaus; duas pessoas morreram e sete estão desaparecidas
Menina de aproximadamente três anos e uma mulher estão entre os mortos; criança chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu.
Duas pessoas morreram e sete pessoas ainda estão desaparecidas em Manaus após o naufrágio de uma embarcação na tarde desta sextafeira.
O Governo do Amazonas informou que 71 pessoas foram resgatadas por uma força-tarefa, que continua buscando os desparecidos na região do encontro dos rios Negro e Solimões. Após ser resgatado, o comandante da lancha foi detido no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e levado para a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) para prestar esclarecimentos.
As buscas foram retomadas na manhã deste sábado. 25 bombeiros mergulhadores, seis embarcações do Corpo de Bombeiros, 20 agentes e duas lanchas da Defesa Civil atuam para buscar os desaparecidos.
Entre os mortos estão uma criança do sexo feminino, de aproximadamente três anos, e uma mulher.
A criança chegou a ser resgatada pelas equipes de salvamento e encaminhada para o Hospital e Pronto-Socorro da Criança da Zona Leste, mas deu entrada na unidade já sem vida.
Em nota, o Comando do 9º Distrito Naval da Marinha do Brasil informou que empregou nas buscas pelos desaparecidos uma aeronave, uma embarcação e duas lanchas. Segundo o órgão, foi aberto um inquérito administrativo para investigar as causas e responsabilidades do acidente, e a Marinha também “coletou os dados dos sobreviventes e colheu informações que podem auxiliar nas operações”.
Segundo o Governo do Amazonas, também foram utilizadas na ação de resgate cinco lanchas, sendo três do Corpo de Bombeiros, uma da Polícia Militar e uma da Polícia Federal; dois drones e três ambulâncias dos Bombeiros; uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu); um helicóptero da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM); e uma embarcação da Capitania dos Portos.
“Desde o momento que tivemos conhecimento da ocorrência, nós mobilizamos todos os nossos recursos para prestar o melhor atendimento para essa situação, que exige muita atenção e segurança. É muito importante a integração entre os agentes do Governo do Amazonas para o desempenho da missão — disse o comandante do Comando de Bombeiro Militar Especializado, coronel Helliton Silva.
As 71 pessoas resgatadas com vida foram levadas a Manaus durante noite. A Secretaria de Estado de Assistência Social e Combate à Fome, disponibilizou psicólogos e assistentes sociais para atendimento e identificação da lista de passageiros, além do auxílio às famílias. Seis adultos foram hospitalizados, e quatro seguem em acompanhamento com quadros estáveis.
A responsável pela embarcação é a empresa Lima de Abreu e Navegações, e um dos sócios é Marcos Antonio Lima de Abreu, conhecido como Marquinho Abreu. Ele foi candidato à prefeitura de Uarini nas eleições de 2024 e concorreu pelo PT, recebendo 2.537 votos (30,9%), contra 4.491 votos (54,7%) do prefeito eleito Marcos Martins (União).
Em nota divulgada nas redes sociais, nesta sexta-feira, a empresa manifestou pesar pelo “trágico naufrágio”, e alegou que a embarcação Lima de Abreu XV estava “devidamente regular, com documentação válida, inspeções atualizadas e operando em conformidade com as normas de navegação”. Conforme o comunicado, a responsável pelo barco colabora “de forma plena, transparente e contínua” com as autoridades.
“Lancha começou a afundar “da frente para trás”
Uma das vítimas do naufrágio da lancha Lima Abreu, Lane da Silva de Souza, relatou momentos de desespero a bordo da embarcação. “Foi muito desesperador, muita ente morrendo, muitas crianças, mães tentando salvar seu filho, ninguém conseguiu. Foi muito desesperador. A lancha virou… não, a lancha afundou”, disse.
Segundo ela ,os passageiros correram para a parte de trás da embarcação na tentativa de se salvar, mas não houve tempo suficiente. “Foi de frente pra trás. Todo mundo correu para trás para tentar se salvar, mas não deu”, contou. Ela relatou que a lancha estava superlotada.
Ela explicou que algumas embarcações passaram pelo local, mas muitas não conseguiram auxiliar devido à força das ondas. “Teve um barco que passou e não tentou salvar a gente porque a onda [banzeiro] tava muito forte, mas teve uma balsa que parou e tentou jogar cordas, algumas coisas, e conseguimos. Uma lancha conseguiu pegar algumas pessoas, mas a onda tava forte, afundou e muita gente morreu”, relatou.
Não deixe de curtir nossa página no Facebook, siga no Instagram e também no X.












Faça um comentário