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Bad Bunny celebra a cultura latina No Super Bowl; Trump critica: “Ninguém entende uma palavra”
O público do Super Bowl ouviu, em rede global, uma mensagem que já havia viralizado no clipe original, no qual Bad Bunny rompeu padrões de gênero e estilo.
Durante o show do intervalo do Super Bowl LX, realizado neste domingo (8), o cantor porto-riquenho Bad Bunny celebrou a cultura latina, com identidade, política, memória e espetáculo.
Na abertura, ao som de “Tití Me Preguntó”, o cantor deu o recado que guiaria toda a apresentação. “Qué rico es ser latino”, declarou, antes de levar o público diretamente para Porto Rico.
O palco foi tomado por palmeiras e folhagens tropicais, criando uma ambientação que remetia às ruas e aos quintais da ilha.
Carregando uma bola de futebol americano, o cantor surgiu com um visual todo em branco e cantou usando seu tradicional microfone de fone de ouvido, acessório que os fãs reconhecem como uma homenagem ao astro porto-riquenho Chayanne.
Um dos elementos centrais do espetáculo foi a estreia de “La Casita” no Super Bowl. A estrutura, réplica de uma casa tradicional porto-riquenha, apareceu como um espaço de acolhimento no meio da grandiosidade do estádio. Durante a apresentação, celebridades como Cardi B, Jessica Alba, Karol G, Young Miko e Pedro Pascal foram vistas no local, que também funcionava como um palco secundário.
Mais do que um recurso cenográfico, “La Casita” carrega um significado profundo na trajetória de Bad Bunny. Presente em sua residência de shows em Porto Rico e em turnês recentes, ela simboliza os espaços onde o reggaeton nasceu, comunidades da classe trabalhadora, e reforça a ideia de sucesso sem apagamento cultural. Em vez de se adaptar ao mainstream, o artista leva sua origem consigo.
A apresentação seguiu com “Yo Perreo Sola”, segundo momento musical do show. A canção, lançada em 2020, é um hino contra o assédio e defende o direito das mulheres de curtirem a pista de dança em paz.
O público do Super Bowl ouviu, em rede global, uma mensagem que já havia viralizado no clipe original, no qual Bad Bunny rompeu padrões de gênero e estilo.
O repertório também abriu espaço para posicionamentos políticos. Em “NUEVAYoL”, o cantor enviou uma mensagem de apoio aos imigrantes e à diáspora porto-riquenha em Nova York.
O título faz referência à pronúncia espanhola de “New York”, e o palco exibiu imagens que remetiam ao discurso “ICE out”, feito pelo cantor no Grammy, reforçando sua crítica às políticas migratórias dos Estados Unidos.
Outro momento de destaque foi a participação especial de Ricky Martin, que assumiu o microfone em “Lo Que Le Pasó a Hawaii”. A música aborda temas como colonização e gentrificação, usando o Havaí como metáfora para alertar sobre o futuro de Porto Rico diante do turismo predatório e da perda de identidade cultural.
Símbolos também tiveram papel central. A bandeira de Porto Rico com triângulo azul claro, exibida durante o show, representa o apoio à independência da ilha.
Em outro momento, Bad Bunny ampliou o significado da frase “Deus abençoe a América”, listando países de todo o continente, do Chile ao Canadá, enquanto uma mensagem surgia: “Juntos somos a América”.
O Sapo Concho, espécie nativa de Porto Rico ameaçada de extinção, apareceu como símbolo de resistência e preservação. O animal, já presente no álbum Debí Tirar Más Fotos, representa tudo o que a ilha corre o risco de perder: território, tradição, ecossistemas e memória.
Críticas de Trump
O presidente dos EUA, Donald Trump, chamou a apresentação de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl de “uma afronta” e disse que “ninguém entende uma palavra” do que o cantor porto-riquenho estava dizendo.
“O show do intervalo do Super Bowl é absolutamente terrível, um dos piores DE TODOS OS TEMPOS! Não faz sentido, é uma afronta à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência”, disse Trump.
“Este ‘show’ é simplesmente uma ‘afronta’ ao nosso país, que está estabelecendo novos padrões e recordes todos os dias”, afirmou o presidente americano, que assistiu à final rm uma festa na Flórida.
Bad Bunny, que é de Porto Rico, cantou em espanhol, o que pareceu ofender o presidente.
“Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo, e a dança é repugnante, especialmente para as crianças pequenas que estão assistindo de todos os Estados Unidos e do mundo todo”, disse Trump.
As críticas de Trump não são nenhuma surpresa. Anteriormente, ele havia dito que Bad Bunny, que se manifestou contra o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega), era uma “péssima escolha” para o show do intervalo.
Enquanto isso, o grupo Turning Point USA ofereceu um show alternativo com o cantor Kid Rock e outros artistas simpáticos ao governo Trump.
O “The All-American Halftime Show” foi repleto de imagens da música country, guitarras e do fundador do grupo, Charlie Kirk.
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