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Trump chama Otan de covarde por falta de apoio na guerra no Oriente Médio

Presidente dos EUA tem pedido a outros países que ajudem a garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou os aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na sexta-feira (20) por sua falta de apoio à guerra EUA-Israel contra o Irã, chamando os aliados de longa data dos EUA de “covardes”. “Sem os EUA, a OTAN É UM TIGRE DE PAPEL!”, disse Trump em uma publicação nas redes sociais.

Trump tem pedido a importantes aliados dos EUA e a outros países, nenhum dos quais foi consultado ou assessorado sobre a guerra, que ajudem a garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz. O conflito abalou os mercados globais, matou milhares e deslocou milhões desde que os ataques entre EUA e Israel começaram em 28 de fevereiro.

O presidente dos EUA reclamou que os países da Otan não queriam se juntar à luta contra o Irã, mas ainda assim reclamam dos altos preços do petróleo.

“Agora que a luta foi VENCIDA militarmente, com muito pouco perigo para eles, reclamam dos altos preços do petróleo que são obrigados a pagar, mas não querem ajudar a abrir o Estreito de Ormuz, uma simples manobra militar que é a única razão para os altos preços do petróleo. Tão fácil para eles fazerem isso, com tão pouco risco”, escreveu ele.

Petróleo

O governo Trump entrou em uma operação de “abafa mercados” ao longo desta quinta (19). De olho na escalada no preço do petróleo, Trump e secretários tentaram encontrar saídas para reduzir o preço do combustível ao redor do mundo.

O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, foi o primeiro a tentar colocar panos quentes na reação dos mercados. Desde o começo da guerra, no dia 28 de fevereiro, a commodity saiu da casa dos US$ 73 e chegou a ultrapassar a marca de US$ 115.

Diante desse cenário, Bessent disse que o país considera retirar as sanções para alguns petroleiros iranianos que já estão em transporte. “Nos próximos dias, poderemos remover as sanções contra o petróleo iraniano que está na água. São cerca de 140 milhões de barris”, apontou.

O petróleo de Teerã sofre sanções dos Estados Unidos há 50 anos. E Trump as expandiu ao longo do seu primeiro mandato. Reduzir essas restrições seria, na realidade, permitir que esse combustível seja enviado para a Europa e outras regiões, como uma forma de suprir a queda nos envios com o fechamento do Estreito de Ormuz.

Bessent também especulou reduzir novamente as sanções aos russos — para desagrado da Europa.

“Podemos retirar as sanções de outros petróleos russos. A outra coisa que o Tesouro pode fazer é… Existem centenas de milhões de barris de petróleo bruto sancionados em trânsito. E, em essência, ao retirar essas sanções, o Tesouro pode criar oferta. E estamos avaliando isso”, afirmou à emissora americana Fox News.

Depois, foi a vez do próprio Donald Trump. Ele disse que conversou com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para que bombardeios contra a infraestrutura energética do Irã cessem. As forças de Netanyahu miraram o campo de gás South Pars, que é uma das maiores reservas de gás natural do mundo.

Netanyahu confirmou o diálogo em entrevista coletiva. O premiê disse que cessará os ataques, e adicionou que o Irã não consegue mais enriquecer urânio. Mas deixou a porta aberta para uma operação terrestre.

“Você consegue fazer muita coisa pelo ar, e nós estamos fazendo, mas um componente terrestre é necessário também. Existem muitas possibilidades para esse componente terrestre e eu tomarei a liberdade de não compartilhar com vocês todas essas possibilidades”, disse durante coletiva de imprensa.

A “operação” surtiu certo efeito. O preço do barril do petróleo, que chegou a bater US$ 119, recuou para US$ 107. O cenário ainda é incerto, já que o valor está bem acima do que era antes do conflito.


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