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Não vou romper laços comerciais com a China, diz presidente da Argentina, Javier Milei
Em 2022, declarou ao jornal La Nación que não fazia “acordo com comunistas”. Desde que se tornou presidente, no entanto, vem suavizando o tom das declarações acerca de Pequim.
O presidente da Argentina, Javier Milei (La Libertad Avanza, direita), declarou que seu governo manterá relações comerciais com a China, mesmo estando “profundamente alinhado geopoliticamente” com os Estados Unidos. A afirmação foi feita durante entrevista ao vivo, por telefone, ao canal argentino Neura, divulgada na 3ª feira (6.jan.2025).
“Uma coisa é a geopolítica, outra é a questão comercial […] Eu não vou romper os laços comerciais com a China. Na verdade, os EUA têm laços comerciais com a China. Isso não quer dizer que eu não esteja profundamente alinhado geopoliticamente com os EUA”, declarou Milei.
Antes de ser eleito, Milei disse em 2021 que não negociaria com a China se fosse presidente da Argentina. Na ocasião, afirmou que um rompimento com o gigante asiático “não causaria uma tragédia macroeconômica”. Também em 2022, declarou ao jornal La Nación que não fazia “acordo com comunistas”. Desde que se tornou presidente, no entanto, vem suavizando o tom das declarações acerca de Pequim.
EUA X VENEZUELA
Milei voltou a falar também sobre a operação dos Estados Unidos que culminou com a captura de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) em 3 de janeiro.
O presidente argentino contestou as críticas que afirmam que o objetivo norte-americano com a remoção de Maduro do poder era se apropriar do petróleo venezuelano, classificando tais alegações como “uma estupidez”. Para Milei, “o que determina a riqueza é o respeito à propriedade privada, à vida e às instituições”.
Em suas declarações, ele voltou a elogiar a ação militar em Caracas. “Morreram 40 pessoas nesta operação cirúrgica de um nível de precisão admirável. E 32 eram cubanas que não estavam passeando na Venezuela, mas eram agentes militares. Estamos falando de uma ditadura”, afirmou.
Milei reforçou o discurso do governo norte-americano de classificar a Venezuela de Hugo Chávez, morto em 2013, e de Maduro, como um Estado narcoterrorista. “Já em 2007 esse narcoestado terrorista havia começado a mostrar fissuras. Hoje o terrorismo tem diferentes facetas e financiou políticos, meios de comunicação, jornalistas e empresários. Por isso há tanta gente preocupada com o que acontece na Venezuela”, declarou.
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