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Na ONU, EUA negam guerra contra Venezuela e dizem que não farão ocupação
Reunião do Conselho de Segurança foi convocada após forças americanas capturarem Nicolás Maduro.
Os Estados Unidos disseram durante reunião no Conselho de Segurança da ONU nesta segunda-feira (5) que não estão em guerra contra a Venezuela ou seu povo.
Além disso, Mike Waltz, representante americano nas Nações Unidas, afirmou que não farão uma ocupação no país sul-americano.
A reunião foi convocada após os EUA realizarem uma grande operação militar no sábado (3), que resultou na captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Eles foram levados para Nova York, onde enfrentarão acusações relacionadas ao narcotráfico.
Não há um número exato de mortes na operação americana. Segundo os Estados Unidos, alguns de seus soldados apenas sofreram ferimentos, mas estão em condição estável.
O ministro da Defesa da Venezuela afirmou que grande parte da equipe de segurança de Maduro foi morta na ação. De acordo com Cuba, 32 de seus cidadãos morreram no ataque.
EUA reforçam acusações contra Maduro na ONU
Os Estados Unidos também reforçaram as acusações contra Maduro, afirmando que ele e a esposa são “narcoterroristas”.
“Nicolás Maduro é responsável por ataques ao povo dos Estados Unidos, desestabilizar o hemisfério ocidental e, ilegitimamente, reprimir o povo da Venezuela”, alegou Mike Waltz.
Segundo o embaixador americano, a ação de sábado foi uma “operação de aplicação da lei”, acusando Maduro de liderar o Cartel de Los Soles.
“Os Estados Unidos prenderam um narcotraficante que agora vai enfrentar julgamento nos Estados Unidos de acordo com o Estado de Direito pelos crimes que ele cometeu contra nosso povo por 15 anos”, adicionou.
O representante dos EUA citou ainda as acusações no processo federal contra Maduro, alegando que ele está envolvido em uma “conspiração de amplo alcance” para traficar cocaína e outras drogas e tráfico internacional de armas.
Waltz destacou que as provas serão apresentadas em juízo contra o venezuelano. O ditador deve comparecer a um tribunal ainda nesta segunda.
“Ele [Maduro] se tornou rico, incrivelmente rico às custas da miséria de incontáveis americanos, venezuelanos e outros”, pontuou, acusando-o ainda de conspirar com o Hezbollah e autoridades do Irã.
Maduro é presidente ilegítimo, dizem EUA
O embaixador dos EUA também reforçou a posição do governo americano de não reconhecer Nicolás Maduro como presidente da Venezuela, chamando ele de “ilegítimo”.
“Maduro não é apenas um traficante de drogas acusado formalmente, ele era um ‘suposto’ presidente ilegítimo. Ele não era um Chefe de Estado”, comentou.
Segundo Waltz, o venezuelano e “seus comparsas” manipularam o sistema eleitoral da Venezuela para permanecerem no poder.
Diversos países, incluindo os EUA, não reconheceram o resultado das eleições de 2024 divulgado por autoridades venezuelanas, destacando que não foram apresentadas as atas eleitorais que comprovariam que Maduro foi o vencedor do pleito.
A oposição do país sul-americano diz que o verdadeiro vencedor foi o opositor Edmundo González.
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